Nokia vai eliminar 1.700 postos de trabalho em todo o Mundo
O plano de redução de custos traçado em Dezembro de 2008 pela cúpula da Nokia obriga à supressão de 1.700 postos de trabalho nas operações internacionais, anunciou hoje o grupo finlandês em comunicado. O abate vai ser concretizado durante os próximos meses.
O plano de resposta à quebra dos resultados passa também por um corte na produção da fábrica de Salo, a principal unidade da empresa na Finlândia.
A medida estende-se aos ramos de produção, marketing, desenvolvimento e unidades internacionais de apoio. A administração do grupo garante que vai privilegiar a negociação de saídas voluntárias no âmbito de um programa em vigor até 31 de Maio.
"Este plano vai afectar cerca de 1.700 empregos em todo o Mundo. A Nokia vai encetar negociações sobre o plano com os representantes dos assalariados na medida do que for possível", afirma a marca finlandesa em comunicado.
Em declarações à agência France Presse, a porta-voz da Nokia Arja Suominen argumentou que a redução da força de trabalho da multinacional deverá permitir controlar os custos em 700 milhões de euros até 2011.
Lucros em queda
A Nokia começou a preparar o terreno para um conjunto alargado de medidas de redução de custos no início de 2009, quando foram conhecidos os resultados do quarto trimestre do ano anterior: um recuo de 70 por cento nos lucros para os 576 milhões de euros.
Ao mesmo tempo, o grupo perdeu parte da sua quota de mercado para 37 por cento, contra os 40 por cento que mantinha no quarto trimestre de 2007. Ainda assim, permaneceu na liderança do sector e viu as vendas aumentarem em sete por cento de 2007 para 2008, o equivalente a 468 milhões de telemóveis.
A par do abate de empregos, a Nokia anunciou o encerramento de um centro de investigação, a dispensa temporária de 2.500 trabalhadores na Finlândia e um aumento das licenças sem vencimento. Aos trabalhadores foi pedido que abdicassem da remuneração de horas extraordinárias em troca de dias de férias.
As perspectivas de recuperação são atiradas para lá do trimestre de Janeiro a Março, como assinala à Reuters o analista Martti Larjo, do grupo financeiro Nordea: "O primeiro trimestre vai ser fraco, depois começará a melhorar aos poucos. Alguns fornecedores sinalizaram alguma melhoria".