Economia
Normalização dos preços dos combustíveis vai levar meses
Ainda vai ser preciso esperar vários meses para normalizar os preços dos combustíveis. É a opinião dos economistas ouvidos esta manhã pela RTP Antena 1.
O acordo alcançado entre Estados Unidos e Irão abre um novo capítulo de incerteza global, relacionado com os impactos nos preços dos combustíveis. Filipe Grilo e Pedro Brinca destacam que vai ser preciso esperar pelos efeitos deste entendimento, incluindo perceber como vai ficar a passagem de navios no Estreito de Ormuz.
"Tem que se começar a reconstruir a confiança na passagem do estreito, isto demora meses", sublinha Filipe Grilo, professor na Porto Business School, apontando que também é necessário "normalizar o tráfego e a chegada aos portos".
Por esclarecer está também a remoção de minas naquela zona, juntamente com a eventual cobrança de portagens, frisa Pedro Brinca, professor na Nova SBE.
Num primeiro momento, acredita Filipe Grilo, será preciso recuperar as reservas mundiais de combustíveis, stocks que a Agência Internacional de Energia tinha avisado em maio que iam esgotar-se em semanas.
"Enquanto se está a reconstruir a almofada que se perdeu, vai haver uma pressão sobre a compra, o que acaba por impedir que o preço de petróleo acabe por descer assim significativamente", explica.
Só mais para a frente é que espera uma descida dos preços na venda ao público: "O que vai acontecer naturalmente é que nos próximos meses, provavelmente a seis ou oito meses, até pode dar-se o caso do preço do petróleo cair para além dos níveis antes da guerra".
Sem querer apontar uma data, pela desconfiança que os mercados têm sentido nos últimos meses, Pedro Brinca fala de outra preocupação: a inflação.
"Todo este movimento de subida de preços que tivemos até agora não será completamente revertido no curto e médio prazo", antevê, e dá como exemplo que a central de gás de Ras Laffan, no Catar, "que é responsável pela produção de 4% do gás natural liquefeito do mundo, vai levar anos até voltar à produção que tinha antes".
E acrecenta: "Tudo isso vai levar a que a inflação durante este ano seja superior àquilo que seria de esperar", afirma, lembrando que em janeiro a inflação na zona Euro estava em torno de 1,7% e 1,9% e antevendo que, "no início de 2027, todos estes preços que estão indexados vão ser revistos a um nível maior".
Recordando que estas oscilações foram sentidas no passado, aquando de momentos de tensão entre países, Pedro Brinca considera que, desta vez, "o entendimento estará sem dúvida no topo da agenda desta administração norte-americana". Isto porque, aponta, há eleições intercalares nos Estados Unidos em novembro.
"Tem que se começar a reconstruir a confiança na passagem do estreito, isto demora meses", sublinha Filipe Grilo, professor na Porto Business School, apontando que também é necessário "normalizar o tráfego e a chegada aos portos".
Por esclarecer está também a remoção de minas naquela zona, juntamente com a eventual cobrança de portagens, frisa Pedro Brinca, professor na Nova SBE.
Num primeiro momento, acredita Filipe Grilo, será preciso recuperar as reservas mundiais de combustíveis, stocks que a Agência Internacional de Energia tinha avisado em maio que iam esgotar-se em semanas.
"Enquanto se está a reconstruir a almofada que se perdeu, vai haver uma pressão sobre a compra, o que acaba por impedir que o preço de petróleo acabe por descer assim significativamente", explica.
Só mais para a frente é que espera uma descida dos preços na venda ao público: "O que vai acontecer naturalmente é que nos próximos meses, provavelmente a seis ou oito meses, até pode dar-se o caso do preço do petróleo cair para além dos níveis antes da guerra".
Sem querer apontar uma data, pela desconfiança que os mercados têm sentido nos últimos meses, Pedro Brinca fala de outra preocupação: a inflação.
"Todo este movimento de subida de preços que tivemos até agora não será completamente revertido no curto e médio prazo", antevê, e dá como exemplo que a central de gás de Ras Laffan, no Catar, "que é responsável pela produção de 4% do gás natural liquefeito do mundo, vai levar anos até voltar à produção que tinha antes".
E acrecenta: "Tudo isso vai levar a que a inflação durante este ano seja superior àquilo que seria de esperar", afirma, lembrando que em janeiro a inflação na zona Euro estava em torno de 1,7% e 1,9% e antevendo que, "no início de 2027, todos estes preços que estão indexados vão ser revistos a um nível maior".
Recordando que estas oscilações foram sentidas no passado, aquando de momentos de tensão entre países, Pedro Brinca considera que, desta vez, "o entendimento estará sem dúvida no topo da agenda desta administração norte-americana". Isto porque, aponta, há eleições intercalares nos Estados Unidos em novembro.