Novo Banco regista prejuízos de 290 milhões de euros no primeiro semestre

Novo Banco regista prejuízos de 290 milhões de euros no primeiro semestre

No mesmo período do ano passado, o banco tinha registado um prejuízo de 362 milhões de euros.

RTP /
Pedro Nunes - Reuters

Na informação divulgada através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo bancário que resultou da resolução do BES, em agosto de 2014, destacou que o resultado operacional (antes de imparidades e impostos) foi positivo em 171,5 milhões de euros, um aumento de 20,5% face ao mesmo período de 2016, considerando que é "demonstrativo da capacidade de geração de resultados por parte do grupo Novo Banco".

Quanto aos gastos, os custos operativos diminuíram 12,8 por cento para 265,2 milhões de euros.

"Estes resultados evidenciam o enorme esforço de reestruturação do banco, quer no aumento dos resultados operacionais, quer na redução continuada de custos", disse o presidente do Novo Banco, António Ramalho, citado no comunicado.

O Novo Banco foi criado aquando da resolução do Banco Espírito Santo (BES), em 3 de agosto de 2014, como banco de transição, sendo detido na totalidade pelo Fundo de Resolução, entidade detida pelos bancos do sistema, mas gerido pelo Banco de Portugal (BdP).
 
Em março, foi assinado o contrato de promessa de compra e venda entre o Fundo de Resolução (atual acionista único do Novo Banco) e o fundo norte-americano Lone Star, que prevê que o Novo Banco seja alienado em 75%, mantendo o Fundo de Resolução 25%.

A concretização do negócio ainda está sujeita a três condições: as autorizações da Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia, a nível de ajudas estatais, e do Banco Central Europeu, mas também a uma operação de diminuição de passivo do Novo Banco.
Novo Banco perde quase 400 trabalhadores em seis meses
Segundo os resultados do primeiro semestre, o Novo Banco tinha 5.706 trabalhadores em junho de 2017, menos 390 (ou 6,4 por cento) do que em dezembro de 2016 e menos 619 pessoas (ou 9,8 por cento) do que em junho do ano passado.

Do total de funcionários do Novo Banco, 5.321 trabalhavam na rede interna e 385 na rede internacional.

O Novo Banco também reduziu a rede de balcões: eram 475 em junho, quando há seis meses eram 537 e há um ano 606. Face ao final do ano passado, o número de balcões desceu 11,5 por cento (menos 62) e em termos homólogos caiu 21,6 por cento (menos 69).

As metas de corte de trabalhadores e de reduções de balcões foram exigidos por Bruxelas no âmbito do Plano de Reestruturação do banco. O Novo Banco está em processo de venda ao fundo de investimento norte-americano Lone Star.


c/Lusa
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