Economia
OPA aproxima Isabel dos Santos da PT Portugal e do Brasil
É uma nova frente de combate no imbróglio em que se tornou a corrida à Portugal Telecom. A filha do Presidente angolano oferece 1,35 euros por ação da empresa que vai deter 25,6 por cento da futura Oi, que por sua vez controla a empresa nacional de telecomunicações. A negociação em bolsa das ações da PT SGPS esteve já interrompida. As restrições foram levantadas pela CMVM ao final da manhã desta segunda-feira.
Depois do anúncio de disponibilidade em conjunto com a Sonae, é sozinha que Isabel dos Santos dá o passo seguinte. Este domingo a investidora angolana lançou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) para adquirir, pelo menos, 50,01 por cento da PT SGPS. A empresária oferece, através da sociedade Terra Peregrin, 1,35 euros por ação, procurando adquirir a operadora por 1,2 mil milhões de euros.
“O objetivo final é a aquisição de uma participação relevante, mas minoritária e não de controlo, no capital da Oi, permitindo a manutenção da unidade do grupo PT”, anunciou o porta-voz de Isabel dos Santos em Portugal.
O que é a PT SGPS?
Com esta oferta, Isabel dos Santos tenta evitar, ou pelo menos atrasar, a venda da empresa portuguesa de telecomunicações, depois da proposta feita pela Altice e do interesse demonstrado por alguns fundos de investimento norte-americanos. A empresária angolana procura ainda deter uma parte do capital da Oi e assim entrar no mercado brasileiro.
A PT SGPS é uma sociedade cotada em bolsa que detém apenas uma participação. É acionista da operadora brasileira Oi e da futura CorpCo. A empresa ficará com 25,6 por cento da futura empresa, com uma opção de compra de até 37 por cento. A PT SGPS detém ainda a dívida de quase 900 milhões de euros da RioForte, empresa do Grupo Espírito Santo (GES).
É através da Oi/CorpCo que a PT SGPS participa indiretamente na PT Portugal, essa sim a empresa de telecomunicações nacional, que chega a casa dos portugueses através da marca Meo.
Recorde-se, aliás, que a própria Isabel dos Santos anunciara já a intenção de entrar na corrida pela empresa nacional de telecomunicações, através de uma proposta conjunta com a Sonae. Uma corrida na qual já está a Altice, que oferece sete mil milhões de euros pela empresa e para a qual já há interesse de fundos de investimento norte-americanos.
Atualmente, os maiores acionistas da SGPS são o Novo Banco, a Ongoing, a Controlinveste e a Visabeira. No entanto, a operação está dependente da vontade da Oi. Tudo porque Isabel dos Santos impõe algumas condições para seguir em frente com a operação, algumas das quais terão de ser facultadas pela empresa brasileira.
As condições
Isabel dos Santos já apresentou a sua proposta, mas não quer apenas adquirir a empresa e impõe condições para avançar com a mesma. A empresária exige a suspensão do processo de união em curso entre a PT e a Oi.
Dos Santos refere que a operação é para continuar, mas quer que ela seja suspensa durante 30 dias depois de lançar a OPA sobre a PT SGPS.
A filha do Presidente angolano exige ainda que os estatutos da PT SGPS sejam desblindados, uma vez que limita os votos a dez por cento e impede as empresas concorrentes de deter mais de dez por cento do capital da empresa, estatuto no qual a empresária se insere.
A operação de aquisição terá ainda de ser autorizada pela CMVM e pelas autoridades de concorrência. Isabel dos Santos, juntamente com a Sonae de Paulo Azevedo, detém já uma participação maioritária na dona da NOS, a segunda maior empresa de telecomunicações a operar no mercado nacional. A primeira é a PT Portugal.
Isabel dos Santos exige ainda que não exista limitação de votos na futura CorpCo, para além de querer deter um mínimo de 50,01 por cento da PT SGPS. A empresária coloca assim parte da decisão na Oi, que terá de aceitar as condições ou tentar negociá-las com Isabel dos Santos.
“Esta é uma oferta que, embora não tenha sido concertada previamente com a sociedade visada ou com a Oi, é positiva e colaborante”, refere o porta-voz da empresária, realçando que esta não é uma “OPA hostil” e que a “iniciativa pressupõe a congregação de um conjunto de vontades”.
Sonae de fora, mas “em harmonia”
Esta nova oferta deixa de fora a Sonae, o que não significa que não se mantenha a intenção de compra que Paulo Azevedo e Isabel dos Santos apresentaram na semana passada. A empresária declara que a empresa da família Azevedo foi informada desta nova iniciativa.
“Este movimento foi feito com o conhecimento prévio dos nossos parceiros portugueses do Grupo Sonae”, informou o representante da empresária ao Diário Económico, realçando que a nova proposta está em “harmonia” com o que foi anunciado pela declaração conjunta de Azevedo e de Isabel dos Santos na semana passada.
A administração da PT SGPS tem agora oito dias para se pronunciar. Por sua vez, a Terra Peregrin tem 20 dias para fazer o pedido de registo da operação junto à CMVM.
A negociação de títulos da PT SGPS esteve suspensa até perto das 12h00 desta segunda-feira, “de modo a permitir aos investidores a análise dos comunicados divulgados ao mercado sobre a sociedade emitente”. Ao fim da manhã, o regulador levantou as restrições, considerando que tinham "cessado os motivos que justificaram a suspensão".
“O objetivo final é a aquisição de uma participação relevante, mas minoritária e não de controlo, no capital da Oi, permitindo a manutenção da unidade do grupo PT”, anunciou o porta-voz de Isabel dos Santos em Portugal.
O que é a PT SGPS?
Com esta oferta, Isabel dos Santos tenta evitar, ou pelo menos atrasar, a venda da empresa portuguesa de telecomunicações, depois da proposta feita pela Altice e do interesse demonstrado por alguns fundos de investimento norte-americanos. A empresária angolana procura ainda deter uma parte do capital da Oi e assim entrar no mercado brasileiro.
A PT SGPS é uma sociedade cotada em bolsa que detém apenas uma participação. É acionista da operadora brasileira Oi e da futura CorpCo. A empresa ficará com 25,6 por cento da futura empresa, com uma opção de compra de até 37 por cento. A PT SGPS detém ainda a dívida de quase 900 milhões de euros da RioForte, empresa do Grupo Espírito Santo (GES).
É através da Oi/CorpCo que a PT SGPS participa indiretamente na PT Portugal, essa sim a empresa de telecomunicações nacional, que chega a casa dos portugueses através da marca Meo.
Recorde-se, aliás, que a própria Isabel dos Santos anunciara já a intenção de entrar na corrida pela empresa nacional de telecomunicações, através de uma proposta conjunta com a Sonae. Uma corrida na qual já está a Altice, que oferece sete mil milhões de euros pela empresa e para a qual já há interesse de fundos de investimento norte-americanos.
Atualmente, os maiores acionistas da SGPS são o Novo Banco, a Ongoing, a Controlinveste e a Visabeira. No entanto, a operação está dependente da vontade da Oi. Tudo porque Isabel dos Santos impõe algumas condições para seguir em frente com a operação, algumas das quais terão de ser facultadas pela empresa brasileira.
As condições
Isabel dos Santos já apresentou a sua proposta, mas não quer apenas adquirir a empresa e impõe condições para avançar com a mesma. A empresária exige a suspensão do processo de união em curso entre a PT e a Oi.
Dos Santos refere que a operação é para continuar, mas quer que ela seja suspensa durante 30 dias depois de lançar a OPA sobre a PT SGPS.
A filha do Presidente angolano exige ainda que os estatutos da PT SGPS sejam desblindados, uma vez que limita os votos a dez por cento e impede as empresas concorrentes de deter mais de dez por cento do capital da empresa, estatuto no qual a empresária se insere.
A operação de aquisição terá ainda de ser autorizada pela CMVM e pelas autoridades de concorrência. Isabel dos Santos, juntamente com a Sonae de Paulo Azevedo, detém já uma participação maioritária na dona da NOS, a segunda maior empresa de telecomunicações a operar no mercado nacional. A primeira é a PT Portugal.
Isabel dos Santos exige ainda que não exista limitação de votos na futura CorpCo, para além de querer deter um mínimo de 50,01 por cento da PT SGPS. A empresária coloca assim parte da decisão na Oi, que terá de aceitar as condições ou tentar negociá-las com Isabel dos Santos.
“Esta é uma oferta que, embora não tenha sido concertada previamente com a sociedade visada ou com a Oi, é positiva e colaborante”, refere o porta-voz da empresária, realçando que esta não é uma “OPA hostil” e que a “iniciativa pressupõe a congregação de um conjunto de vontades”.
Sonae de fora, mas “em harmonia”
Esta nova oferta deixa de fora a Sonae, o que não significa que não se mantenha a intenção de compra que Paulo Azevedo e Isabel dos Santos apresentaram na semana passada. A empresária declara que a empresa da família Azevedo foi informada desta nova iniciativa.
“Este movimento foi feito com o conhecimento prévio dos nossos parceiros portugueses do Grupo Sonae”, informou o representante da empresária ao Diário Económico, realçando que a nova proposta está em “harmonia” com o que foi anunciado pela declaração conjunta de Azevedo e de Isabel dos Santos na semana passada.
A administração da PT SGPS tem agora oito dias para se pronunciar. Por sua vez, a Terra Peregrin tem 20 dias para fazer o pedido de registo da operação junto à CMVM.
A negociação de títulos da PT SGPS esteve suspensa até perto das 12h00 desta segunda-feira, “de modo a permitir aos investidores a análise dos comunicados divulgados ao mercado sobre a sociedade emitente”. Ao fim da manhã, o regulador levantou as restrições, considerando que tinham "cessado os motivos que justificaram a suspensão".