Opensoft desenvolve programa reconhecimento voz para aumentar produtividade

Opensoft desenvolve programa reconhecimento voz para aumentar produtividade

A empresa tecnológica portuguesa Opensoft desenvolveu um programa de reconhecimento de voz por frases associado às suas aplicações, revelou o presidente executivo, José Vilarinho.

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Em entrevista à agência Lusa, o presidente executivo da Opensoft assinalou que o programa de reconhecimento de voz, que tem "rácios muito elevados de reconhecimento efectivo", visa aumentar a produtividade e "permitir que os operadores tenham as duas mãos livres para as tarefas", comunicando por voz com o sistema informático.

Filipe Janela, administrador da Opensoft, salientou que este sistema de reconhecimento de voz "está focado na capacidade operacional, para fazer mais depressa e sem cometer erros", estimando-se que possa aumentar o desempenho em 15 a 20 por cento.

José Vilarinho disse que a Opensoft tem fortes competências em tecnologias para Internet, com desenvolvimento de soluções à medida muito viradas para o Governo electrónico.

Vilarinho deu como exemplo a parte tecnológica da Informação Empresarial Simplificada (IES), no âmbito do programa Simplex, que a Opensoft recentemente concebeu e que permite que as empresas transmitam numa única declaração electrónica informações sobre a sua actividade que antes era enviada a quatro entidades da administração pública.

A solução desenvolvida para o IES baseia-se no formato standard aberto XML e tem como característica inovadora possibilitar às empresas que apresentem a declaração directamente a partir dos seus sistemas contabilísticos, sem necessidade de preencher formulários, precisou.

José Vilarinho adiantou que a Opensoft desenvolveu, em parceria com a Siemens, uma solução para as alfândegas portuguesas que permite uma análise automática de situações de risco, com base nos dados declarados, tornando a fiscalização mais eficaz.

Acrescentou que a Opensoft criou, também, uma aplicação informática para controlo e detecção da evasão fiscal, que "ganhou um prémio de boas práticas pelas melhorias que trouxe aos processos".

A tecnológica portuguesa desenvolveu um sistema que automatiza todo o processo de controlo das contra-ordenações, "o que permitiu aumentar significativamente as receitas fiscais", ao permitir detectar muito mais situações e resolvê-las num tempo muito mais curto, afirmou o responsável.

No âmbito do novo regime de arrendamento urbano, adiantou José Vilarinho, a Opensoft concebeu o sistema que interliga câmaras municipais, Ordem dos Arquitectos, Ordem dos Advogados, Finanças, senhorios e inquilinos e um portal que está acessível a todas aquelas entidades, com troca de informações on-line.

Em Portugal, a Opensoft desenvolveu o site de declarações electrónicas da Direcção-geral dos Impostos (DGCI), que é o site mais visitado da administração pública portuguesa, e o site do Instituto de Meteorologia, segundo José Vilarinho e Filipe Janela.

A Opensoft dispõe de uma solução informática para os notários - o SIMN -, que automatiza um conjunto de actividades e permite libertar os notários para actividades de maior valor acrescentado, um programa concebido de raiz para a realidade portuguesa e que está instalado em meia centena de notários nacionais, segundo Filipe Janela.

Aquele administrador revelou que a Opensoft desenvolveu para o SIMN uma tecnologia, que designa por módulo cognitivo, que verifica as escrituras e tem um processo de aprendizagem a partir das correcções introduzidas pelos funcionários notariais.

O módulo cognitivo está preparado para identificar e apreender o estilo de escrita de cada notário, observou

José Vilarinho indicou que a Opensoft está a apostar na área da certificação e assinatura digital e desenvolveu há pouco tempo para a SIBS (gestora do sistema Multibanco) um software que facilita a troca de informação assinada digitalmente e que tem tido "excelentes resultados".

Filipe Janela salientou que a Opensoft está a desenvolver soluções de "supply chain management" (gestão da cadeia de fornecimentos), com base na sua aplicação O2P, que funciona sobre o software de gestão SAP R3 e que permite uma melhoria da gestão operacional de instalações, como armazéns ou lojas, aumentando a eficiência e reduzindo custos.

No grupo de distribuição alimentar Jerónimo Martins, a Opensoft desenvolveu um sistema de gestão operacional de lojas que visa controlar e assegurar a execução eficiente de todas as manipulações de artigos nas lojas.

Filipe Janela indicou que a aplicação da Opensoft faz a gestão operacional das lojas da Jerónimo Martins, desde a gestão de armazéns ao controlo das operações e de tudo o que entra a sai dos hipermercados Feira Nova e dos supermercados Pingo Doce.

Fundada em Setembro de 2001, a Opensoft tem registado lucros e facturou no ano passado 3,4 milhões de euros, prevendo para 2007 um volume de negócios de 3,7 milhões de euros, segundo José Vilarinho.

O presidente executivo salientou que a Opensoft não tem dívidas, emprega 54 trabalhadores em Portugal (48 no fim de 2006) e oito no Brasil, admitindo chegar ao fim de 2007 com 70 a 80 efectivos.

A Opensoft tem quatro sócios, todos trabalhadores, detendo José Vilarinho mais de metade do capital, e tem um capital de 50 mil euros mas já foram feitas dotações para o aumentar para meio milhão de euros, precisaram os responsáveis da empresa.

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