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Operador alemão Tui exige renegociação de contratos perante possibilidade da Grécia sair da Zona Euro

Operador alemão Tui exige renegociação de contratos perante possibilidade da Grécia sair da Zona Euro

Lisboa, 07 nov (Lusa) -- O operador turístico alemão Tui está a exigir renegociar os contratos com o setor hoteleiro na Grécia, perante a possibilidade de o país sair da zona euro e adotar novamente a sua moeda nacional, o dracma.

© 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

De acordo com as agências EFE e France Presse, a notícia foi avançada pelo diário alemão "Bild" e já confirmada pelo porta-voz da empresa.

A empresa enviou cartas às cadeias hoteleiras com uma cláusula que menciona o uso do dracma.

De acordo com o porta-voz da Tui, Robin Zimmermann, a medida salvaguarda também o interesse dos turistas.

"No caso do euro deixar de ser moeda, a Tui está no direito de pagar os montantes na nova moeda, nas condições de câmbio estabelecidas pelo governo", lê-se num extrato da carta enviada pela empresa aos hotéis gregos.

De acordo com Zimmermann, "todas as filiais devem velar por garantir a sua segurança, perante possíveis variações no câmbio", já que, o novo dracma poderia valer até menos 60 por cento do que o euro.

A associação de hoteleiros grega respondeu com indignação às exigências da Tui.

"Vários hotéis receberam o requerimento para assinar, mas nenhum o vai fazer e já nos dirigimos ao Ministério do Turismo", disse a presidente da associação, Andreas Andreadis.

De acordo com a responsável, o operador alemão "não pode obrigar os hotéis a assinar algo assim".

O novo primeiro-ministro grego vai ser hoje designado depois de uma semana de convulsões, na sequência do anúncio do atual chefe do Executivo sobre um referendo, que pôs em causa a permanência da Grécia na zona euro.

O novo governo grego foi acordado no domingo pelo primeiro-ministro e o líder da oposição conservadora, Antonis Samaras e será responsável pela "execução do plano europeu anti-crise" até às próximas eleições, que serão imediatamente convocadas após a ratificação do acordo europeu de 26 de outubro em Bruxelas.

ICO

Lusa/Fim

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