Ordem dos Engenheiros preocupada com falta de candidatos a cursos de engenharia civil

Ordem dos Engenheiros preocupada com falta de candidatos a cursos de engenharia civil

O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Matias Ramos, mostra-se preocupado com a redução acentuada de candidatos aos cursos de engenharia civil na primeira fase de acesso ao Ensino Superior e atribui esta situação à falsa ideia de que a construção civil é a única saída profissional desta área de estudos.

Sandra Henriques /

Foto: António Antunes/RTP

Em declarações ao jornalista da Antena 1 Nuno Rodrigues, o bastonário da Ordem dos Engenheiros afirma que “a forma como está a ser tratada a área da construção e a conotação que é feita com a engenharia civil fez com que se tivesse a imagem na sociedade de que não valia a pena ir para este curso”.

“A crise imobiliária faz com que se refiram notícias frequentemente de que são ofertas de emprego com valores de 500, 600, 700 euros. Isto é desmobilizador. Não é indicativo da generalidade da engenharia civil. A engenharia civil não é só construção”, frisa Carlos Matias Ramos.

O responsável antevê consequências graves para o país ao argumentar que Portugal corre o risco de ficar sem profissionais nesta área, numa altura em que está anunciado um plano de infraestruturas fundamental para o desenvolvimento do território.

Os cursos de engenharia abriram 9.022 vagas, o mesmo número de lugares que foi disponibilizado em 2013, só que este ano houve menos 401 estudantes a escolher um curso desta área como primeira opção. A quebra do número de candidatos aos cursos de engenharia é sobretudo visível no caso da engenharia civil, em que metade dos cursos ficaram sem qualquer aluno na primeira fase.

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