Paulo Raimundo quer lucros dos grupos económicos a pagar custos da guerra
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, desafiou esta noite os grandes grupos económicos em Portugal a suportar com os seus lucros os custos da guerra, exigindo também coragem ao primeiro-ministro para enfrentar o grande capital.
Na sua intervenção no comício do 105.º Aniversário do PCP "Projeto. Luta. Confiança", Paulo Raimundo afirmou: "É preciso mobilizar os mais de mil milhões de euros de lucros da Galp para este embate. É preciso mobilizar os mais de 5 mil milhões de euros dos cinco maiores bancos para este embate"
E continuou: "é preciso mobilizar os lucros históricos e recordes da grande distribuição para este embate. Não vale a pena, não aceitamos que seja o povo, sempre o povo, a pagar os desmandos desta gente".
Recusando aceitar "que seja novamente o povo a pagar a fatura das suas erradas opções, da sua loucura militarista, da sua loucura da guerra", o dirigente comunista teceu também fortes críticas ao primeiro-ministro e à sua afirmação de que é preciso coragem para efetuar mudanças.
Para Paulo Raimundo, "coragem é aumentar os salários, é enfrentar os grupos económicos, é travar a precariedade, é criar condições para que os jovens cá fiquem, cá trabalhem, cá estudem, cá façam a vida deles".
Repetindo o desafio feito, também no Porto, em 27 de janeiro, ao primeiro-ministro, para que marque uma manifestação de apoio ao pacote laboral, manifestou a convicção de que este pacote "está rejeitado pela luta dos trabalhadores".