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PIB cresce 2,3 por cento este ano, mas “riscos significativos” continuam

PIB cresce 2,3 por cento este ano, mas “riscos significativos” continuam

O Banco de Portugal (BdP) prevê que a economia portuguesa vai crescer 2,3% este ano, projeção mais otimista do que os 2,1% apontados pelo Governo, e que a inflação vai abrandar para 2,3%.

Madalena Salema - Antena 1 /

Lusa

Segundo o Boletim Económico de março, divulgado hoje, o banco central prevê ainda a travagem do crescimento do Produto Interno Bruto para 2,1% e 1,7% em 2026 e 2027, respetivamente.

A estimativa para este ano representa uma ligeira revisão em alta face ao Boletim Económico de dezembro, quando o BdP projetava um crescimento de 2,2%, e é também uma perspetiva mais otimista para este ano do que o inscrito pelo executivo de Luís Montenegro no Orçamento do Estado para 2025, de um crescimento de 2,1%.

"Este ritmo continuará a superar a média da área do euro, beneficiando em 2025-26 do alívio das condições financeiras, da aceleração da procura externa e de uma execução de fundos europeus mais concentrada no próximo ano", indica o BdP, sendo que o crescimento mais baixo de 2027 deve-se ao fim do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Já no que diz respeito à inflação, a estimativa do BdP é de que abrande para 2,3% este ano e estabiliza em 2% nos dois anos seguintes, "beneficiando de um crescimento mais contido dos preços nos serviços".

A instituição liderada por Mário Centeno alerta ainda assim para que os riscos desta projeção são significativos, numa altura em que "à invasão da Ucrânia e ao conflito no Médio Oriente junta-se a nova orientação geopolítica e comercial dos Estados Unidos".

"A materialização destes riscos pode significar aumentos do preço das matérias-primas, disrupções nas cadeias de abastecimento, menor crescimento do comércio mundial e flutuações cambiais marcadas. Não menos importante, a incerteza pode levar empresas e famílias a adiar ou cancelar decisões de investimento e consumo", destaca.

(Com Lusa)
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