PIB de Macau cresceu 10% no primeiro trimestre de 2026
A Associação Económica de Macau diz que o Produto Interno Bruto (PIB) da região deverá ter registado um aumento de 10% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com igual período do ano passado.
De acordo com um relatório divulgado na quarta-feira, a associação acredita que a economia local poderá ter atingido 108 mil milhões de patacas (11,3 mil milhões de euros) entre janeiro e março.
"No primeiro trimestre de 2026, a macroeconomia teve um arranque forte", afirmou a associação, impulsionada por um "desempenho robusto" das indústrias do turismo, lazer e finanças.
Na capital mundial dos casinos, o setor do jogo manteve o "ímpeto ascendente", com receitas brutas no primeiro trimestre de 65,9 mil milhões de patacas (6,92 mil milhões de euros), referiu o documento.
"Isso representa um aumento de 14,3% face aos 57,66 mil milhões de patacas [6,06 mil milhões de euros] registados no mesmo período do ano passado," acrescentou a associação.
O relatório sublinha que os números do turismo "também se mantiveram robustos", com mais de 10 milhões de visitantes no primeiro trimestre, um "aumento significativo" em comparação com o mesmo período de 2025.
As taxas de ocupação dos estabelecimentos hoteleiros "mantiveram-se em níveis elevados durante um longo período", afirmou a associação.
O mercado de trabalho também "se manteve estável", com o emprego total e a taxa de desemprego "a permanecer em níveis relativamente favoráveis", refere o documento.
Macau registou uma taxa de desemprego de 1,7% entre dezembro e fevereiro, um valor igual ao do período entre novembro e janeiro, e perto do mínimo histórico de 1,6% fixado há dois anos.
De acordo com os mais recentes dados oficiais, o número de desempregados era de 6.400, menos 100 do que entre novembro e janeiro.
"Isso reflete a contínua e significativa força motriz do setor do turismo e lazer na indústria de serviços", acrescentaram os economistas.
No entanto, a associação alertou que a economia de Macau pode enfrentar "pressões duplas de preços elevados do petróleo e fraca despesa dos consumidores" no segundo trimestre.
"A situação pouco clara no Médio Oriente criou um elevado grau de incerteza para a economia global", alerta o relatório.
"Enquanto economia orientada para a exportação [de serviços], Macau poderá ter dificuldades em permanecer ileso da guerra", sugeriu a associação.
O documento acrescenta que o Governo local precisa de "monitorizar de perto a economia e a sociedade locais" face às possíveis pressões duplas.
O estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 45% das importações chinesas de petróleo e gás, atravessa um período de forte tensão, após semanas de restrições impostas pelo Irão ao tráfego marítimo em resposta ao conflito com os Estados Unidos e Israel.