PIB revisto em alta para 2010 com abrandamento em 2011

PIB revisto em alta para 2010 com abrandamento em 2011

O Banco de Portugal efectuou esta manhã a revisão em alta das previsões de crescimento da economia portuguesa para este ano. Segundo o documento, o primeiro assinado pelo novo Governador Carlos Costa, a economia irá crescer 0,9 por cento este ano. Em sentido contrário está 2011, ano e que o Produto Interno Bruto (PIB) só deverá crescer 0,2 por cento.

RTP /
Banco de Portugal revê em alta o PIB para 2010, mas traça um cenário bem pior para 2011 RTP

Para o Banco de Portugal as actuais projecções para a economia portuguesa "apontam para um crescimento limitado e para uma forte desaceleração da actividade ao longo do horizonte de projecção após o dinamismo relativamente elevado observado na primeira metade de 2010".

Ainda segundo o documento a "evolução da economia portuguesa nos próximos anos será assim fortemente determinada pela conjugação dos necessários processos de consolidação orçamental e de desalavancagem do sector privado".

Nas projecções para a economia portuguesa para 2010/2011, o Banco de Portugal considera que o sector privado será "fundamental para assegurar um crescimento económico sustentado, ainda que impliquem custos de ajustamento no curto prazo".

Em comparação com o Boletim Económico da Primavera, o crescimento do PIB foi revisto em alta para 2010 (0,9 por cento contra os 0,4 anteriores), por força da informação relativa ao primeiro semestre de 2010 que revelou um crescimento superior ao esperado, e em baixa para 2011 (0,2 por cento contra os 0,8 anteriores) em que haverá condições mais restritivas de acesso ao crédito e uma revisão em baixa do rendimento disponível.

O Banco de Portugal prevê ainda e relação à inflação um maior crescimento dos preços no consumidor em 2010 e 2011 devido, em grande medida, ao aumento das taxas do IVA anunciado em Maio, com um aumento de mais 0,6 pontos percentuais em 2010 do que o esperado no anterior boletim e mais 0,5 pontos percentuais em 2011, sendo a estimativa agora de 1,4 por cento e 2 por cento, respectivamente.

No Boletim Económico de Verão o Banco de Portugal revê também em alta o crescimento das exportações este ano, de 3,6 por cento para 5,2 por cento, com as importações a acompanharem a tendência sendo a estimativa agora de um crescimento de 1,7 por cento, ao contrário dos 0,2 por cento antes estimados.

Outro dado revisto foi o da procura interna que deverá beneficiar ainda de um crescimento maior do que o inicialmente previsto, estimando-se agora que seja igual ao do ano passado ao contrário da contração prevista no anterior boletim de 0,5 por cento.

O Banco Central espera ainda que o consumo privado seja superior este ano (1,3 por cento contra 1,1), mas para 2011 a situação será negativa neste capítulo com a previsão de uma queda de 0,9 por cento do consumo privado quando no anterior boletim a previsão apontava para um crescimento de 0,3 por cento.

Já quanto ao consumo público a previsão aponta para uma queda em 2010 (0,9 por cento contra os 0,7 anteriormente previstos) e em 2011 (-1,4 por cento contra 0,2 por cento anteriormente estimados).

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