PJ detém 18 suspeitos de lucrarem meio milhão de euros com cartões contrafeitos
A Polícia Judiciária (PJ) deteve 18 pessoas suspeitas de terem lucrado mais de meio milhão de euros usando cartões contrafeitos de entidades bancárias do sudoeste asiático, anunciou hoje a força policial.
Os suspeitos foram detidos na quarta-feira durante a operação "Swipe and Cash", no âmbito da qual foram executados 22 mandados de busca domiciliária e não domiciliária "nas áreas urbanas da Grande Lisboa, Almada, Setúbal, Torres Vedras, Aveiro e Porto".
Segundo a PJ, a investigação começou em novembro de 2025 "na sequência de uma comunicação da Direção de Anti-Fraude e Regularização (`Pay Watch`) da SIBS - Forward Payment Solutions", dando conta de "transações suspeitas" realizadas "com cartões emitidos por entidades bancárias, essencialmente sediadas no sudoeste asiático".
"Iniciada a investigação, rapidamente foi possível concluir que se tratava de cartões contrafeitos, utilizados entre 26 e 31 de outubro de 2025 em terminais de pagamento automático (TPA) contratualizados por empresas estabelecidas em território nacional e por eles controlados", refere numa nota a força policial.
No total, foram contabilizadas cerca de 620 transações, num valor global de quase 1,9 milhões de euros, das quais "128 foram bem-sucedidas, o que permitiu aos suspeitos lucrarem mais de 500 mil euros".
Os detidos são 13 homens e cinco mulheres com idades entre os 23 e os 51 anos e estão "fortemente indiciados" da prática dos crimes de contrafação e utilização de cartões ou outros dispositivos de pagamento, falsidade informática e branqueamento de capitais.
Na operação, foram ainda apreendidos leitores de cartões bancários, diversos cartões e TPA e cupões de criptoativos, bem como três automóveis, 17 mil euros em numerário, munições, coletes balísticos e droga.
Os detidos serão apresentados ao Tribunal de Instrução Criminal de Loures, para serem interrogados por um juiz e eventual aplicação de medidas de coação, adianta a PJ.
A operação foi liderada pela Unidade Nacional de Combate à Cibercriminalidade e Criminalidade Tecnológica da PJ e o inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Loures.