PM diz que Timor-Leste tem de reforçar capacidade para combater fraude `online`
O primeiro-ministro Xanana Gusmão afirmou hoje que Timor-Leste precisa de reforçar a capacidade para combater a fraude `online`, mas garantiu que as autoridades estão a dar resposta aos casos que têm sido denunciados.
"Aprendemos com as situações à medida que acontecem. Por isso, quando ouvimos falar destes casos decidimos encerrar tudo", disse Xanana Gusmão, quando questionado pelos jornalistas sobre como as informações sobre tentativas de criação de centros de fraude em Timor-Leste estão a afetar o Governo.
O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) alertou em setembro para a proliferação de redes criminosas em Oecussi, salientando que recentes investigações mostram uma contaminação do enclave timorense no lado indonésio da ilha de Timor.
Na sequência da denúncia pública feita pela UNODC, o Governo timorense determinou cancelar as licenças concedidas para exploração de jogos e apostas `online`, bem como proibir a atribuição de novas licenças, devido a riscos para a segurança e estabilidade social.
O primeiro-ministro, que falava após o encontro semanal com o Presidente, José Ramos-Horta, salientou também que, relativamente ao branqueamento de capitais, há "instituições a trabalhar na área, que estão a procurar desenvolver a sua capacidade de atuação".
Xanana Gusmão recordou ainda o trabalho feito pelas autoridades timorenses em 2024, quando, através do mecanismo de Intervenção Rápida Global de Pagamentos da Interpol, ajudaram uma empresa de Singapura a recuperar mais de 42 milhões de dólares (36 milhões de euros) roubados através de um email fraudulento.
"Eles ficaram surpreendidos, disseram que fomos muito eficazes nisso", sublinhou.
Mas, salientou o primeiro-ministro, Timor-Leste precisa de "continuar a reforçar a capacidade dos recursos humanos naquela área".
"Identificamos erros e falhas e estamos a tentar fazer o melhor possível para responder", não só na investigação, mas também ao nível das alfândegas, disse Xanana Gusmão.