Portugal vai recrutar este ano quase 160 trabalhadores em Moçambique

Portugal vai recrutar este ano quase 160 trabalhadores em Moçambique

O secretário de Estado Adjunto e do Trabalho português, Adriano Rafael Moreira, disse hoje, em Maputo, que Portugal vai recrutar este ano quase 160 trabalhadores moçambicanos para as áreas de transportes, metalomecânica e construção civil.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Mário Galego - RTP Antena 1

Falando aos jornalistas, durante uma visita ao Centro de Formação Profissional de Metalomecânica, na capital moçambicana, o secretário de Estado afirmou que, neste momento, estão a decorrer três processos de recrutamento.

Um, para recrutamento de 100 motoristas para a área dos transportes para a Área Metropolitana de Lisboa, já concluiu a fase das entrevistas e está agora "na fase de emissão de vistos", havendo mais 40 profissionais da área da metalomecânica e outros 18 da construção civil, disse.

Segundo o responsável, os 100 trabalhadores para o setor dos transportes já foram selecionados pelos respetivos institutos de emprego e irão preencher vagas na Área Metropolitana de Lisboa.

Outros 40 profissionais em metalomecânica vão ser empregados numa empresa com sede em Aveiro, estando em fase de formação em Moçambique, seguindo-se outra de capacitação em Portugal, visando melhorar as suas capacidades.

"E depois ainda temos outro grupo de 18 na área da construção civil que irá para o distrito do Porto e também já se está na fase de pré-seleção", disse Adriano Rafael Moreira.

Questionado sobre as alterações à Lei da Nacionalidade e de afastamento de estrangeiros em situação irregular, o secretário de Estado afirmou que a relação laboral com os trabalhadores moçambicanos "é ótima".

"A relação neste momento está muito normalizada, não há conflituosidade social, (...) não temos nenhum caso que nos preocupe", disse Adriano Rafael Moreira.

Para o responsável, Portugal enfrenta problemas para preencher vagas de emprego em alguns setores, pedindo aos moçambicanos para que viajem para o país europeu através dos canais oficiais e com o conhecimento das autoridades dos dois Estados para evitar eventuais constrangimentos.

O governante assegurou que a economia portuguesa continua "forte e em crescimento", indicando que Moçambique é um país certo para preencher as vagas existentes, tendo em conta a língua comum entre os dois povos.

"Moçambique é um país irmão onde se fala português, onde partilhamos valores e culturas comuns e a integração é muito mais fácil", disse Adriano Rafael Moreira, reiterando que qualquer processo de ida para Portugal tem de ser por mecanismos formais previamente estabelecidos à luz de um protocolo de cooperação entre Lisboa e Maputo.

"Ir à aventura não é aconselhável. E uma vez que Moçambique tem um Instituto de Emprego a funcionar devidamente organizado e esse Instituto de Emprego está devidamente protocolado com o Instituto de Emprego português, é a porta certa para fazerem o caminho", disse Adriano Rafael Moreira.

Em Maputo, prevê-se que o secretário do Estado mantenha encontros com membros do Governo e com o setor privado, conforme o programa da visita que a Lusa teve acesso.

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