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Preços na produção industrial descem 1,9% no primeiro trimestre

Preços na produção industrial descem 1,9% no primeiro trimestre

O índice de preços na produção industrial (IPPI) caiu 1,9% no primeiro trimestre do ano, menos 1,3 pontos percentuais (p.p.) do que no trimestre anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados hoje.

Lusa /

No primeiro trimestre de 2026, os agrupamentos energia, bens de consumo e bens intermédios registaram contrações de 9,6%, 0,8% e 0,6%, respetivamente (-7,0%, -2,9% e -3,7% no quarto trimestre de 2025), contribuindo, em conjunto, com -2,1 p.p. para a variação do índice agregado.

Os bens de investimento aumentaram 1,6% (2,1% no trimestre anterior), contribuindo com 0,2 p.p. para a variação agregada (0,3 p.p. no quarto trimestre de 2025).

No mês de março, os preços na produção industrial aumentaram 2,3% (-1,3% em março de 2025).

Esta variação positiva deveu-se essencialmente ao agrupamento energia, que apresentou um contributo de 1,8 p.p., associado a um aumento mensal de 12,0%.

O agrupamento bens intermédios também registou um contributo positivo de 0,5 p.p., em resultado de um crescimento mensal de 1,5%.

Já os agrupamentos bens de consumo e bens de investimento tiveram contributos praticamente nulos, apesar de registarem variações mensais de 0,1% e -0,2%, respetivamente.

Em termos anuais, em março, o IPPI apresentou uma variação homóloga nula, uma alteração significativa face à diminuição de 3,5% observada no mês anterior, que interrompeu uma sequência de 14 meses consecutivos de diminuições.

Esta evolução foi sobretudo explicada pelo agrupamento de energia, que passou de uma redução de 18,8% em fevereiro para -0,6% em março, tendo contribuído com -0,1 pontos percentuais (p.p.) para a variação homóloga do índice agregado (-3,3 p.p. no mês anterior).

A taxa de variação homóloga da produção, quer de produtos petrolíferos refinados, quer de eletricidade, aumentaram cerca de 20% face à variação de fevereiro.

O agrupamento bens de consumo contribuiu igualmente de forma negativa, com -0,2 p.p. (idêntico ao observado em fevereiro), em resultado de decréscimo homólogo de 0,7% (-0,6% no mês anterior).

Os agrupamentos bens de investimento e bens intermédios influenciaram positivamente o índice agregado, contribuindo com 0,2 p.p. e 0,1 p.p., respetivamente (0,2 p.p. e -0,2 p.p. no mês anterior), refletindo variações de 1,6% e 0,3%.

 

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