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Presidente da Impresa diz que "2019 foi ano de viragem" para o grupo

Presidente da Impresa diz que "2019 foi ano de viragem" para o grupo

Lisboa, 02 mar 2020 (Lusa) - O presidente executivo da Impresa disse hoje à Lusa que "2019 foi um ano de viragem" para o grupo, "o melhor desde 2014", e acrescentou que pretende lançar um serviço de `streaming` e um canal de `eSports` em 2020.

Lusa /

O lucro da Impresa mais do que duplicou em 2019, face ao ano anterior, para 7,8 milhões de euros, divulgou hoje a dona da SIC e do jornal Expresso.

Questionado sobre o desempenho da atividade do grupo no ano passado, Francisco Pedro Balsemão referiu que "2019 foi um ano de viragem para a Impresa", referindo que foi "o melhor ano desde 2014".

Francisco Pedro Balsemão sublinhou que "as lideranças da SIC e do Expresso e o rigor na gestão contribuíram para um crescimento nas receitas em quase 10 milhões de euros, para um aumento de sete milhões de euros, ou 38,6%, no EBITDA [resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações] e para uma subida de 150% nos resultados líquidos".

Apontou também que "o foco na redução da dívida continua a dar frutos, com uma nova diminuição em 12,8 milhões de euros", sublinhando tratar-se do "valor mais baixo da dívida em 15 anos".

"Além disso, vivemos momentos históricos, com a concentração das nossas actividades no edifício Impresa, a inauguração de novos estúdios e o lançamento bem-sucedido de uma oferta pública de subscrição, a primeira vez que uma empresa de comunicação social realizou uma operação deste género dirigida ao retalho", prosseguiu o gestor.

Já sobre qual vai ser o maior desafio da Impresa/SIC em 2020, Francisco Pedro Balsemão recordou que este ano foi lançado um novo plano estratégico para o triénio 2020-2022.

Através deste plano "consolidaremos os bons resultados alcançados, sempre sem tirar o pé do acelerador, e cresceremos para novas áreas, complementando aquilo que fazemos atualmente com o que acrescentaremos ao nosso portfólio", disse.

"O objetivo é ir ao encontro de novos públicos e estar presente em novas plataformas e, por isso, lançaremos já em 2020 um serviço de `streaming` e um canal de eSports. Manteremos o foco na produção e distribuição de conteúdos relevantes, rigorosos e de qualidade e tendo como base as nossas duas marcas fortes, SIC e Expresso", salientou o gestor.

Sobre o eventual impacto da compra da Media Capital pela Cofina na sua atividade, Francisco Pedro Balsemão referiu que o grupo já deu a sua opinião sobre o tema.

"Do lado da Impresa, continuaremos a fazer mais e melhor. Vamos dar o salto para outras plataformas, sem nunca descurar das atuais. A nossa estratégia é multiplataforma e omnicanal e a nossa ambição é a de apresentar soluções de comunicação em todas as frentes. É por isso que a Impresa vai continuar a ser `mass` media, mas também personalização; será curadoria e `on demand`; `analytics` e intuição; criatividade e eficácia", acrescentou.

Francisco Pedro Balsemão confirmou que continua apostado em vender a posição que a Impresa tem na agência de notícias Lusa.

"A nossa participação minoritária na Lusa não é estratégica para a Impresa", mas "não há desenvolvimentos nesta matéria", concluiu.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa adianta que "os resultados líquidos da Impresa atingiram 7,8 milhões de euros, um aumento de 4,7 milhões de euros relativamente ao período homólogo do ano passado (+150%)".

Em igual período, as receitas consolidadas ascenderam a 181,9 milhões de euros, mais 5,6% do que em 2018, sendo que para este valor "contribuíram, em particular, os aumentos nas receitas de publicidade (+7,4%) e IVR [chamadas de valor acrescentado] (+74,2%)", refere a dona da SIC.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) aumentou 38,6% para 25,1 milhões de euros, "evidenciando os melhores resultados operacionais desde 2014".

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