Presidente da mesa da assembleia do BCP queria "dar voz" a todos os accionistas
O presidente da mesa da assembleia geral do BCP, Germano Marques da Silva, afirmou hoje à agência Lusa que a sua preocupação central nesta reunião foi "dar voz" a todos os accionistas.
"Em princípio, e, sobretudo, quando há uma ou duas Assembleia Gerais (AG) por ano, não se retira a voz a ninguém", afirmou o presidente da mesa da assembleia, em resposta às muitas criticas dos accionistas relativamente á forma como este conduziu os trabalhos.
"As formas como se actua são sempre susceptíveis de critica, qualquer que seja a estratégia adoptada", justificou Germano Marques da Silva.
"Se se é ditador é porque se é ditador, se se é democrata é porque se é democrata", disse, adiantando que não pretende agir de forma diferente no retomar da AG, agora suspensa, a 27 de Agosto.
Questionado sobre o que esteve na base do erro informático que inviabilizou o prosseguimento dos trabalhos, o presidente da mesa disse "não ter sido ainda determinada a causa exacta", mas garantiu que até ao próximo dia 27 de Agosto "tudo será devidamente testado".
De acordo com Germano Marques da Silva, o facto de na anterior AG, em Maio, já terem ocorrido problemas informáticos, levou mesmo à contratação de duas empresas de auditoria externa ao banco que, no último domingo, "validaram todos os procedimentos".
Assumidamente "cansado" no final de mais de cinco horas de uma reunião tensa e que terminou sem que se tivesse sequer iniciado a discussão dos pontos constantes da ordem de trabalhos, Marques da Silva admitiu tratar-se de "uma AG difícil", marcada por "uma infelicidade", como qualificou o problema informático.