Primeira fonte de financiamento são as seguradoras, diz ministro
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, afirmou hoje que a primeira fonte de financiamento para colmatar os prejuízos da depressão Kristin são as seguradoras, sendo que o Estado "pode entrar supletivamente".
"Do ponto de vista do financiamento, a primeira fonte de financiamento vão ser as companhias de seguros. As casas têm seguro, por via de regra, as fábricas têm seguro, os equipamentos públicos têm seguros e, portanto, onde há seguros, essa é a primeira fonte de financiamento", disse aos jornalistas Castro Almeida, após uma reunião com autarcas e outras entidades nos Bombeiros Sapadores de Leiria.
De acordo com o ministro, "o Estado pode entrar supletivamente, complementarmente aos seguros".
Questionado sobre o caso dos prejuízos em áreas agrícolas, o governante admitiu que "há uma falha de mercado e há poucas empresas de seguros a fazer seguros".
"Mas, quero dizer que, para essa área específica, já ontem mesmo [quinta-feira] foi aberto um concurso para os agricultores prejudicados nas suas instalações poderem candidatar-se a apoios que podem ir até 400 mil euros", adiantou.
Castro Almeida assegurou que "o Estado vai cumprir a sua obrigação solidária com o país, em complemento àquilo que é a obrigação contratual das companhias de seguros".
Na reunião não houve anúncio de qualquer envelope financeiro do Governo para os municípios.
"Hoje, não saímos daqui com nenhum envelope [financeiro], nem vamos ter hoje nenhum envelope, nem esse é o problema importante. O importante foi articular com os autarcas a resolução dos problemas que as populações estão a sofrer. E isso ficou bem articulado", adiantou.