Província chinesa de Guangdong abre portas a iates de Macau e Hong Kong

Província chinesa de Guangdong abre portas a iates de Macau e Hong Kong

O Governo da província de Guangdong, no sudeste da China, está a preparar um esquema que permitirá, já no verão, a iates das vizinhas regiões de Hong Kong e Macau navegar para seis portos designados.

Lusa /

Segundo o jornal South China Morning Post (SCMP), entre os portos de entrada previstos estão Nansha (Guangzhou), Shekou e o terminal do aeroporto de Shenzhen, Wanshan e Jiuzhou (Zhuhai), e Zhongshan.

Um documento oficial consultado pelo jornal de Hong Kong também recomenda rotas de lazer em áreas como o Delta do Rio das Pérolas, a Baía de Castle Peak e as ilhas Wanshan.

O esquema prevê que apenas residentes de Hong Kong e Macau com autorização de viagem para a China continental possam participar numa fase inicial, ficando os estrangeiros excluídos.

A última estimativa dada à Lusa pelo Consulado-geral de Portugal apontava para cerca de 155 mil portadores de passaporte português entre os residentes de Macau e Hong Kong. Os censos de 2021 indicam mais de 2.200 pessoas nascidas em Portugal a viver em Macau.

Os iates locais poderão obter certificados temporários de nacionalidade de embarcação para operar durante 180 dias em zonas delimitadas.

O economista Lee Shu-kam, da Universidade Shue Yan, disse ao SCMP que o esquema poderá servir como projeto-piloto para monitorização transfronteiriça antes de uma eventual abertura a participantes internacionais.

A Autoridade Aeroportuária de Hong Kong estima que o mercado global de iates atinja 45 mil milhões de dólares (38,4 mil milhões de euros) até 2032.

Atualmente, a cidade conta com 12.500 iates licenciados, mas apenas 4.300 lugares de amarração, o que levou ao lançamento de novas infraestruturas como a marina Skytopia.

Em 2017, Guangdong lançou um esquema que permitia a embarcações de recreio navegar entre Macau e a cidade de Zhongshan, como uma das muitas medidas para auxiliar na diversificação económica local.

No entanto, o elevado valor dos depósitos exigidos e o processo burocrático exigido levou a uma baixa adesão.

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