PSD disponível para audições parlamentares sobre problemas nos exames nacionais
O PSD manifestou-se hoje disponível para viabilizar audições parlamentares sobre os problemas nos exames nacionais, incluindo a do ministro da Educação, mas dizendo não se rever "na lógica de fazer política" do BE que pediu um comissão de inquérito.
Antes de arrancarem as jornadas parlamentares do PSD, à entrada para uma visita às obras do metro em Lisboa, o líder da bancada Hugo Soares manifestou solidariedade aos pais, à comunidade escolar e aos alunos sobre esta situação.
"Se há satisfação por parte do Governo ou nossa pelo que está a acontecer, claro que não. Nós queríamos que tivesse corrido tudo bem. Não correu, por vicissitudes várias, que têm sobretudo a ver com problemas técnicos e de matéria informática, mas foi a primeira vez e evidentemente que estão a tentar corrigir os problemas que ocorreram para que da próxima possa correr bem", afirmou.
Questionado se está disponível para viabilizar uma comissão de inquérito parlamentar, que o BE irá propor, o dirigente social-democrata considerou que há outras formas de serem dados os esclarecimentos.
"Se o BE quiser ouvir o ministro, os responsáveis pelas empresas de informática, nós viabilizaremos todas as audições. Se o BE achar que é preciso uma comissão parlamentar de inquérito, um juiz, um procurador, um tribunal e Deus nosso senhor sobre o que aconteceu é, mais uma vez, uma lógica de fazer política com a qual nós não nos identificamos", afirmou.
Perante a insistência dos jornalistas, Hugo Soares repetiu que a maioria PSD/CDS-PP está disponível para "todos os esclarecimentos" na comissão parlamentar competente, ou seja, a de Educação.
"Se o Bloco de Esquerda entende que é preciso uma comissão parlamentar de inquérito, que a peça, que a requeira, nós cá estaremos para votar em conformidade", afirmou.
Na sexta-feira, o Ministério da Educação anunciou que a divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido às falhas da avaliação eletrónica, havendo ainda professores sem receber os itens das provas para corrigir.
Segundo a tutela, as candidaturas ao ensino superior deverão manter-se inalteradas, ou seja, arrancam a 20 de julho.