Rendimentos de plataformas digitais vão ser alvo de troca automática de informação na OCDE

Rendimentos de plataformas digitais vão ser alvo de troca automática de informação na OCDE

Os rendimentos auferidos através de plataformas digitais vão passar a ser objeto de troca automática de informações entre as administrações fiscais de vários países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), entre os quais Portugal.

Lusa /

A medida foi anunciada hoje pelo Ministério das Finanças, num comunicado que indica que Portugal vai organizar o próximo plenário do Fórum Global da OCDE para a transparência e troca de informações para fins fiscais, em novembro de 2023.

A escolha de Portugal como país anfitrião, foi feita em Sevilha, durante o 15.º plenário daquele Fórum, entre 08 e 11 de novembro, onde o secretário de Estados dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, assinou dois instrumentos multilaterais de troca automática de informação.

Em causa estão trocas de informação relativas a rendimentos auferidos no âmbito de plataformas digitais e as estruturas reportáveis ou estruturas `offshore` opacas, no âmbito do reporte comum padronizado (CRS), respetivamente.

As Finanças afirmam que estes acordos "garantem um quadro de transparência e cooperação que permite a troca automática de informação entre países e jurisdições a dois níveis".

O primeiro, acrescenta o gabinete, tem a ver com informação recolhida por operadores de plataformas digitais, como sejam plataformas de mobilidade ou de arrendamento de curta duração.

"O objetivo é que as transações e rendimentos auferidos pela disponibilização de bens e serviços nestas plataformas passem a ser objeto de reporte e de troca automática de informações entre Estados e jurisdições", indica o ministério.

O segundo está relacionado com "informação recolhida pelos intermediários, como sejam consultores, advogados ou outros, que concebam, promovam, prestem assistência ou identifiquem estruturas ou mecanismos criados para evitar o reporte comum padronizado (CRS) ou para evitar a identificação dos beneficiários efetivos de ativos detidos em `offshores`", pode ler-se no comunicado.

De acordo com a nota, 28 países e jurisdições procederam às assinaturas dos instrumentos multilaterais.

O comunicado adianta ainda que nos oito relatórios de avaliação entre pares (`peer review`) sobre a troca de informação a pedido (EOIR), que foram publicados em 16 de agosto pelo Fórum Global da OCDE, Portugal melhorou todos os aspetos da sua avaliação face a 2015, tendo subido o seu rating geral para "Conforme" (Compliant), do anterior nível de "Amplamente conforme" (Largely Compliant).

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