Renova aposta na produção de papel de qualidade superior com investimento de 40 milhões de euros

Renova aposta na produção de papel de qualidade superior com investimento de 40 milhões de euros

Torres Novas, Santarém, 24 ago (Lusa) -- A Renova, Fábrica de Papel do Almonda, em Torres Novas, vai apostar numa tecnologia inovadora na Europa para produzir papel tecido de qualidade superior, "com mais volume, mais macio e mais absorvente", um investimento de 40 milhões de euros hoje apresentado.

Lusa /

Paulo Pereira da Silva, presidente executivo da Renova, apresentou hoje o plano de investimento numa visita que marcou o início de uma semana que o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, quer dedicar à divulgação de projetos de investimento em curso no país.

A "máquina de papel número 7", cuja entrada em funcionamento está prevista para o segundo semestre de 2016, vai permitir à Renova aumentar a sua capacidade de produção de papel em 50%, dando continuidade ao plano de expansão anunciado em abril e que passa pela instalação, até ao final do ano, da primeira fábrica fora do país, em França.

Paulo Pereira adiantou que a fábrica em França, um investimento de 10 milhões de euros, será destinada apenas à transformação, continuando a produção de papel a fazer-se no concelho de Torres Novas.

Nas duas fábricas instaladas neste concelho do distrito de Santarém, junto ao rio Almonda, a Renova procede à reciclagem de papel (que representa 50% da matéria-prima usada na produção), produz o papel e transforma, empregando cerca de 600 pessoas.

Criada em 1939, a empresa adquiriu grande visibilidade em 2005 com a produção de papel higiénico de cor preta.

Paulo Pereira referiu o facto de a Renova ter conseguido mudar a perceção e a relação com um produto "quase vergonhoso", que "provoca sorrisos", mas que deixou de ser tabu.

O papel higiénico representa 50 a 60% da produção da Renova, empresa que exporta atualmente cerca de 50% da sua produção global.

Para o presidente executivo da empresa, o que distingue a Renova é ter conseguido provar que é possível construir uma marca com sede em Portugal e que pode ser internacionalizada, "um trabalho muito difícil, que demora muito tempo" e que exige "inteligência" na promoção.

O investimento hoje apresentado, que permitirá igualmente a ampliação da fábrica, foi considerado Projeto de Potencial Interesse Nacional e de interesse municipal, tendo-se candidatado a fundos do Portugal 2020.

A empresa quer "flexibilizar a sua capacidade de resposta nos mercados centro e norte da Europa e incrementar a sua presença noutros continentes, nomeadamente na América do Norte", sendo atualmente Espanha, França e Bélgica os seus principais mercados externos.

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