Reserva financeira de Macau fixa novo recorde pelo segundo mês consecutivo
Os ativos da reserva financeira de Macau atingiram um novo recorde máximo em janeiro, pelo segundo mês consecutivo, anunciou hoje a Autoridade Monetária de Macau (AMCM).
Um balanço publicado pelo regulador financeiro no Boletim Oficial da região semiautónoma chinesa mostra que a reserva valia, no final de janeiro, 673,8 mil milhões de patacas (72,2 mil milhões de euros).
A reserva ganhou 7,03 mil milhões de patacas (753,5 milhões de euros) em comparação com o anterior recorde, 666,7 mil milhões de patacas (70,3 mil milhões de euros), fixado no final de janeiro.
Foi o melhor arranque de ano para a reserva desde 2015 e quase duplicou a valorização registada em dezembro, mês em que ganhou 3,54 mil milhões de patacas (372,6 milhões de euros).
A reserva ganhou 50,5 mil milhões de patacas (5,33 mil milhões de euros) durante o ano passado, mais do que em 2024, ano em que os ativos tinham subido 35,7 mil milhões de patacas (3,76 mil milhões de euros).
O melhor ano de sempre para a reserva financeira continua a ser 2019, antes do início da pandemia, quando os ativos se valorizaram em 70,6 mil milhões de patacas (7,44 mil milhões de euros).
O valor da reserva extraordinária no final de janeiro era de 503,1 mil milhões de patacas (53,9 mil milhões de euros) e a reserva básica, equivalente a 150% do orçamento público de Macau, era de 163,6 mil milhões de patacas (17,5 mil milhões de euros).
Em novembro, a Assembleia Legislativa (parlamento de Macau) aprovou, por unanimidade, o orçamento para 2026, que prevê despesas públicas de 113,5 mil milhões de patacas (12,2 mil milhões de euros).
Investimentos subcontratados representam a maior fatia da reserva financeira de Macau, 293,4 mil milhões de patacas (31,4 mil milhões de euros), que inclui ainda depósitos e contas correntes no valor de 273,7 mil milhões de patacas (29,3 mil milhões de euros) e títulos de crédito no montante de 105,5 mil milhões de patacas (11,3 mil milhões de euros).
Em 2025, os investimentos renderam à reserva financeira mais de 42,9 mil milhões de patacas (4,6 mil milhões de euros), correspondendo a uma taxa de rentabilidade de 6,9%, disse hoje a AMCM, num relatório também divulgado no Boletim Oficial.
O retorno aumentou 38,7% em comparação com 2024, ano em que os rendimentos renderam à reserva quase 31 mil milhões de patacas (3,32 mil milhões de euros), correspondente a 5,3%.