Resul investe 3,5 ME para aumentar produção e ganhar mercados de Leste

Resul investe 3,5 ME para aumentar produção e ganhar mercados de Leste

A produtora de equipamentos para redes de distribuição de energia Resul anunciou estar a investir 3,5 milhões de euros no aumento da capacidade produtiva na sequência de uma aposta nas exportações para a Europa de Leste.

Agência LUSA /

Num encontro com jornalistas no Porto, o presidente do conselho de administração da empresa de Lisboa - que se dedica à comercialização e tem como braço produtivo a Promecel, de Braga - destacou a actual importância das vendas para o mercado russo, onde entrou há três anos e que representa hoje 1,6 milhões de euros, equivalentes a 10 por cento da facturação total da Resul.

"A Rússia está a fazer um esforço imenso de electrificação", afirmou Carlos Torres, destacando tratar-se de um país "com a dimensão de um continente", onde a Resul acredita ter "mercado para muito tempo".

A esta aposta no mercado russo, soma-se o interesse noutros países do Leste europeu, nomeadamente a Ucrânia e a Roménia.

"Ainda estamos no princípio [da aposta nos mercados de Leste]", afirmou Carlos Torres.

Segundo o administrador, as exportações representam hoje 70 por cento do volume de negócios da Resul, que há 18 anos escolheu os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) para se lançar na internacionalização.

Actualmente, Angola, Moçambique e Cabo Verde representam uma importante fatia da facturação da empresa, o que motivou a criação nestes países estruturas de direito local.

Os destinos de exportação da Resul ultrapassam, contudo, as duas dezenas, entre os quais países como Curaçau, Chipre, Israel, Saint Martin e Malta.

Segundo explicou Carlos Torres, a penetração em mercados mais pequenos como estes é facilitada pelo facto de a Resul ser uma pequena/média empresa, cuja estrutura mais leve e informal lhe confere uma "flexibilidade" impossível aos grandes grupos económicos do sector.

Em Portugal, onde obtém cerca de 30 por cento da sua facturação, a Resul diz ter vindo a sentir alguma contracção no negócio nos últimos anos, sobretudo fruto do "desinvestimento" da EDP, uma das suas principais clientes.

Uma contracção que tem, contudo, sido totalmente compensada pelo crescente peso do mercado externo, que permitiu à Resul ter um "muito bom" ano de 2005, um "excelente" 2006 e antecipar um 2007 "ainda melhor", referiu Carlos Torres.

"O que nos faz falta, sobretudo, são linhas de crédito à exportação", afirmou este responsável, condenando a "subsídio- dependência" que caracteriza muitos dos empresários portugueses.

Paralelamente, a Resul diz ser bastante penalizada pela falta de quadros técnicos qualificados na área da metalomecânica para trabalhar na sua unidade industrial, em Braga.

Para além de equipamentos para redes exteriores de distribuição e transporte de electricidade, a Resul produz e comercializa equipamentos para redes de distribuição de gás, redes de aquecimento e redes de iluminação.

Tem ainda alguns negócios nas áreas das telecomunicações e águas.

Entre os seus principais clientes em Portugal contam-se a EDP, a EDA - Electricidade dos Açores, a EEM - Empresa de Electricidade da Madeira e os principais instaladores eléctricos portugueses.

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