Economia
Ricardo Salgado desaconselha entrada do FMI em Portugal
Ricardo Salgado, presidente do Banco Espírito Santo (BES), desaconselha a entrada do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal, mas considera importante que o Orçamento do Estado seja cumprido para acalmar os mercados e credibilizar o país. Ideias lançadas ontem à noite na Grande Entrevista, na RTP.
Ricardo Salgado desaconselha a entrada do FMI em Portugal, embora seja uma eventualidade, e acredita que têm de ser os portugueses a ultrapassar a grave crise do país.
“É uma eventualidade, sem dúvida, o recurso ao FMI. Mas há economistas e especialistas em finanças públicas que estão a aconselhar ir para o FMI e outros não. Eu sou daqueles que não aconselho ir para o FMI porque a respeitabilidade do nosso país tem de ser defendida pelos próprios portugueses. Eu acho que temos condições para evitar a ida para o FMI”, referiu o líder do BES à RTP.
Importante para o futuro do país é que os políticos se ponham de acordo quanto à aprovação do Orçamento do Estado, agora que o documento baixou à comissão parlamentar para discussão na especialidade.
“Temos de cumprir os nossos compromissos e, para isso, é fundamental que os políticos se ponham de acordo, e depressa, agora sobre o Orçamento na especialidade. Isso é fundamental porque quanto mais tempo nós demorarmos mais dúvidas são criadas. Mas, é evidente, que se o objectivo no final do ano for cumprido e, entretanto, se continuar a assistir a uma desaceleração da despesa pública, que tem vindo a acontecer ao longo do ano de 2010, os mercados poderão normalizar”, esclareceu.
Ricardo Salgado, por outro lado, não quer acreditar que numa altura tão importante para o futuro do país, em que é necessário credibilizar o país, os políticos se preocupem em preparar eleições com campanhas eleitorais a curto prazo.
“O que me parece, e eu não quero acreditar, é que os políticos estão a mobilizar no sentido de campanhas eleitorais a curto prazo, quando o que está em causa é uma coisa muitíssimo mais importante que é a credibilidade do país, internacional e nacional, em termos de compromissos fundamentais”, alertou o líder do BES.
Ricardo Salgado abordou ainda as afirmações de Teixeira dos Santos sobre a entrada no país do FMI quando as taxas de juros atingissem os sete por cento, palavras que gostava de não ter ouvido, mas dando uma justificação para que tal tivesse acontecido.
“Julgo que teria sido melhor não falar na taxa dos sete por cento, mas o ministro das Finanças também foi ultrapassado pela comunicação do acordo da senhora Merkel”, referiu Salgado.
“É uma eventualidade, sem dúvida, o recurso ao FMI. Mas há economistas e especialistas em finanças públicas que estão a aconselhar ir para o FMI e outros não. Eu sou daqueles que não aconselho ir para o FMI porque a respeitabilidade do nosso país tem de ser defendida pelos próprios portugueses. Eu acho que temos condições para evitar a ida para o FMI”, referiu o líder do BES à RTP.
Importante para o futuro do país é que os políticos se ponham de acordo quanto à aprovação do Orçamento do Estado, agora que o documento baixou à comissão parlamentar para discussão na especialidade.
“Temos de cumprir os nossos compromissos e, para isso, é fundamental que os políticos se ponham de acordo, e depressa, agora sobre o Orçamento na especialidade. Isso é fundamental porque quanto mais tempo nós demorarmos mais dúvidas são criadas. Mas, é evidente, que se o objectivo no final do ano for cumprido e, entretanto, se continuar a assistir a uma desaceleração da despesa pública, que tem vindo a acontecer ao longo do ano de 2010, os mercados poderão normalizar”, esclareceu.
Ricardo Salgado, por outro lado, não quer acreditar que numa altura tão importante para o futuro do país, em que é necessário credibilizar o país, os políticos se preocupem em preparar eleições com campanhas eleitorais a curto prazo.
“O que me parece, e eu não quero acreditar, é que os políticos estão a mobilizar no sentido de campanhas eleitorais a curto prazo, quando o que está em causa é uma coisa muitíssimo mais importante que é a credibilidade do país, internacional e nacional, em termos de compromissos fundamentais”, alertou o líder do BES.
Ricardo Salgado abordou ainda as afirmações de Teixeira dos Santos sobre a entrada no país do FMI quando as taxas de juros atingissem os sete por cento, palavras que gostava de não ter ouvido, mas dando uma justificação para que tal tivesse acontecido.
“Julgo que teria sido melhor não falar na taxa dos sete por cento, mas o ministro das Finanças também foi ultrapassado pela comunicação do acordo da senhora Merkel”, referiu Salgado.