Rússia critica "decisões irresponsáveis" da NATO sobre a invasão

Rússia critica "decisões irresponsáveis" da NATO sobre a invasão

A Rússia classificou hoje de "irresponsáveis" os compromissos assumidos pela NATO em favor da Ucrânia na sua última cimeira na Turquia, acusando ainda os estados europeus de se prepararem "para um conflito armado" com Moscovo.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo criticou os países membros da Aliança Atlântica por tomarem "decisões irresponsáveis suscetíveis de conduzir a uma catástrofe" e por se concentrarem na "militarização do continente europeu".

Os chefes de Estado e de Governo da NATO reiteraram hoje o seu "apoio inabalável" à Ucrânia e anunciaram um financiamento de 70 mil milhões de euros este ano, comprometendo-se a manter níveis "pelo menos equivalentes" em 2027.

"A Ucrânia contribui para a segurança transatlântica e os aliados permanecem unidos no nosso compromisso inabalável para a Ucrânia nos seus esforços para defender a sua liberdade, soberania e integridade territorial", lê-se na declaração final da cimeira da NATO, que hoje terminou em Ancara (Turquia) e reuniu os líderes dos 32 Estados-membros da Aliança Atlântica.

Os líderes referem que os aliados europeus e o Canadá são quem está a "financiar a grande maioria da assistência em matéria de segurança prestada à Ucrânia por via bilateral e multilateral" e salientam que o apoio "deve ser equitativo, previsível e sustentável a longo prazo".

"Para 2026, os Aliados comprometem-se a disponibilizar 70 mil milhões de euros em equipamento militar, assistência e formação para a Ucrânia e reafirmam os seus compromissos soberanos de manter, pelo menos, níveis equivalentes de apoio em 2027", indicam no documento final da reunião de alto nível, saudando ainda o empréstimo da União Europeia (UE) de 90 mil milhões de euros à Ucrânia.

Os chefes de Estado e de Governo da NATO abordam também a guerra no Irão nesta declaração, mas com uma breve menção numa única frase.

"Os aliados reiteram que o Irão nunca deve ter uma arma nuclear e apelam ao Irão para respeitar plenamente a liberdade de navegação no estreito de Ormuz", afirmam.

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