Santander tem objetivo de gerar mais de 1.000 ME em valor de negócio com IA até 2028

Santander tem objetivo de gerar mais de 1.000 ME em valor de negócio com IA até 2028

O Santander tem como objetivo gerar mais de 1.000 milhões de euros em valor de negócio através da inteligência artificial (IA) entre este ano e 2028, afirma o chefe máximo de dados e IA do banco.

Lusa /
Foto: Reuters

"O Santander definiu o objetivo de gerar mais de 1.000 milhões de euros em valor de negócio através da IA [inteligência artificial] entre 2026 e 2028, combinando novas fontes de receitas com redução de custos", afirma o `chief data & AI officer` do Banco Santander, Ricardo Martín Manjón, num artigo distribuído a nível internacional pelo grupo e a que a Lusa teve acesso.

O novo período de medição "teve início em 2026, tendo-se registado só no primeiro trimestre um valor de negócio de 35 milhões de euros. Esperamos que este valor continue a crescer no segundo trimestre e estamos no bom caminho para superar os 200 milhões de euros no final do ano, à medida que determinadas soluções continuem a ser implementadas em todo o grupo", adianta o responsável.

O Santander "está a passar da ambição à execução em matéria de inteligência artificial" e um ano depois de ter anunciado a sua ambição de se tornar um banco orientado por dados e inteligência artificial (AI-first), "a IA já está a ajudar a melhorar a forma como trabalhamos, servimos os clientes, gerimos o risco e gerimos o banco. Para mim, ser AI-first significa aplicar a IA onde ela pode gerar um impacto tangível", salienta Ricardo Martín Manjón.

A instituição está focada em três prioridades: "Tornar o banco mais rápido, seguro e eficiente, por exemplo, através da automatização de processos, utilizar a IA para abrir novas fontes de crescimento e ajudar os nossos colaboradores a integrar a IA no seu trabalho diário", diz.

De acordo com o Santander, 185.000 colaboradores têm acesso a ferramentas de IA em todo o mundo. Em junho, 17.000 pessoas utilizam a IA no desenvolvimento de software e 40% no desenvolvimento de código.

Os modelos de IA do Openbank processam 100.000 alertas de prevenção de branqueamento de capitais por ano e mais de 280 agentes de automatização de processos em produção.

No Brasil, "a IA está a ser utilizada na gestão de reclamações relacionadas com fraude em cartões, tornando o processo cerca de 95% mais rápido, com níveis de automatização até 90% e uma taxa de erro inferior a 1%", refere o responsável.

No Reino Unido, "o banco está a começar a implementar a IA nos seus canais de voz para consultas relacionadas com cartões".

O objetivo é que cerca de 240.000 chamadas - aproximadamente 40% do volume anual - sejam resolvidas através de `self-service`, permitindo aos clientes poupar cerca de 26.000 horas e libertando aproximadamente 45.000 horas das equipas de atendimento para responderem a necessidades mais complexas, acrescenta o `chief data & AI officer`.

"Esta capacidade está também a ser aplicada no Santander e no Openbank, em Espanha, com interações concebidas para serem naturais e simples para o cliente".

A IA está também a ajudar o Santander a incorporar mais informação na relação com os clientes desde o primeiro momento.

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