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SATA defende modelo de venda direta da Azores Airlines para "não perder mais tempo"

SATA defende modelo de venda direta da Azores Airlines para "não perder mais tempo"

O presidente da SATA, Tiago Santos, afirmou hoje que o modelo de venda direta para a Azores Airlines vai permitir um "processo ágil e otimizado", defendendo a importância de "não se perder mais tempo" na privatização.

Lusa /

"Ainda estamos a definir o modelo de privatização, ainda que já tenha sido anunciado que será num modelo de venda direta. A escolha de venda direta é normal. Trata-se de um processo ágil e otimizado, porque não podemos perder mais tempo", defendeu Tiago Santos, numa declaração escrita enviada à agência Lusa.

O Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) revelou hoje que apoia a recomendação do júri do concurso de privatização da companhia aérea Azores Airlines, que concluiu não estarem reunidas as condições para adjudicação ao consórcio Atlantic Connect Group.

De acordo com secretário regional das Finanças, "a abordagem que se seguirá", após o encerramento formal do processo que decorreu até agora, será a "negociação particular".

À agência Lusa, o presidente do conselho de administração da SATA destacou que o modelo de venda direta permite "transparência" e "competitividade", mas com "menos camadas burocráticas".

Tiago Santos lembrou a necessidade de ter um "processo ágil" para cumprir os prazos estabelecidos pela Comissão Europeia, que aceitou a prorrogação do processo de privatização até ao final do ano.

O presidente da SATA reiterou ainda que a proposta apresentada pelo consórcio Atlantic Connect Group não vai ao encontro dos interesses da companhia e da região.

"A audiência concedida ao consórcio privado não trouxe informações relevantes adicionais que tenham mudado o plano e a proposta de recomendação continuou a ser a rejeição", salientou.

Hoje, o consórcio Atlantic Connect Group, o único admitido na privatização da Azores Airlines, insistiu que a sua proposta final triplicou face ao valor inicial e acusou o júri do concurso de "alterar os critérios" de avaliação.

Também hoje, o empresário Carlos Tavares, que integra o Atlantic Connect Group, confirmou, em entrevista ao jornal Eco, que o consórcio vai levar o processo de privatização da Azores Airlines aos "tribunais portugueses e estrangeiros".

Em 28 de janeiro, o júri da privatização da Azores Airlines anunciou que ia propor a rejeição da proposta do consórcio, por entender que não "salvaguarda os interesses" da SATA e da região.

Na sexta-feira, a administração da SATA, revelou que ia propor ao Governo dos Açores que o processo de privatização da Azores Airlines "seja encerrado sem adjudicação".

Em junho de 2022, a Comissão Europeia aprovou uma ajuda estatal portuguesa para apoio à reestruturação da companhia de 453,25 milhões de euros em empréstimos e garantias estatais, prevendo medidas como o desinvestimento de uma participação de controlo (51%).

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