SATA obrigada a escalas técnicas no Porto, mas sem voos cancelados
Ponta Delgada, 11 Jun (Lusa) - Os aviões da companhia aérea açoriana SATA Internacional têm estado a fazer escalas técnicas no Porto, para contornar a paralisação dos camionistas, que está a impedir o abastecimento de combustíveis ao aeroporto de Lisboa.
Em declarações à agência Lusa, a responsável do gabinete de comunicação da companhia apontou o caso da rota Ponta Delgada/Lisboa/Ponta Delgada, com os aviões a serem obrigados a fazerem escalas técnicas no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, para se reabastecerem.
"A considerar que o problema da escassez de combustível se possa ainda manter por alguns dias, implementamos um planeamento de frota alternativo, que nos permite abastecer no Porto, arquipélagos da Madeira e dos Açores", explicou Nathalie de la Blétière.
Garantiu, ainda, que estas medidas não têm levado ao cancelamento de qualquer ligação aérea até ao momento, mas têm originado atrasos nos horários previstos.
"Tratam-se de escalas técnicas não previstas, daí que se verifiquem atrasos", justificou.
Segundo a responsável do gabinete de comunicação, a companhia já havia sido alertada segunda-feira para a questão do problema de racionalização de combustível no aeroporto da capital portuguesa.
O aeroporto de Lisboa é abastecido diariamente por cerca de 60 camiões cisterna, a partir de Aveiras, e tem reservas para três dias.
Na noite de terça-feira, chegaram ao aeroporto apenas 12 camiões cisterna, o que deu apenas para repor as reservas.
Segundo o porta-voz da ANA, não há quaisquer problemas de abastecimento nos aeroportos do Porto e Faro.
No caso do abastecimento a superfícies comerciais, uma fonte de uma cadeia de hipermercados nacional assegurou à Lusa que a situação está normal nos Açores, com a reposição habitual dos produtos fundamentais.
"O barco chegou no início da semana e o abastecimento está a decorrer normalmente", afirmou Paulo Neves, da INSCO Insular - hipermercados.
Sublinhando que grande parte dos produtos colocados à venda é importada, aquele responsável não prevê, porém, que o abastecimento possa vir a ser afectado a curto prazo a manter-se a paralisação dos transportadores.
"Todas as semanas recebemos mercadoria e não prevemos ser afectados porque os parceiros envolvidos neste processo têm assegurado o abastecimento", sublinhou, acrescentando que a INSCO tem um stock de segurança dos produtos fundamentais.
APE/CFF.
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