Sindicato anuncia "acordo histórico" para a carreira dos médicos civis das Forças Armadas
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) anunciou hoje um acordo com o Ministério da Defesa que vai permitir desbloquear a carreira dos médicos civis das Forças Armadas, após "bloqueios com mais de três décadas".
A estrutura sindical adiantou à Lusa que este "acordo histórico" prevê a abertura de 40 vagas - 26 já este ano - para assistente graduado sénior e mais de 100 vagas - 49 em 2026 - para consultor, que vão corrigir os bloqueios na carreira médica das Forças Armadas e reforçar a sua estabilidade e atratividade.
"Estes problemas estruturais foram ultrapassados, incluindo os bloqueios à promoção a assistente graduado e os conflitos judiciais nas carreiras médicas, com a celebração de um acordo que permite cessar processos que se arrastavam há anos", salientou o sindicato.
Segundo o SIM, ficam assim resolvidas as "situações em que médicos com grau diferenciado eram remunerados como jovens especialistas", pondo fim a contenciosos jurídicos prolongados.
De acordo com o sindicato, foi ainda "assegurado o futuro", através do reforço e a consolidação da formação médica no Hospital das Forças Armadas, criando condições para aumentar as idoneidades formativas e a formação de novos médicos especialistas.
"Os médicos civis do Hospital das Forças Armadas veem finalmente reconhecidos o esforço e a dedicação em prol dos militares, veteranos e respetivas famílias", realçou o SIM, que destacou o "papel determinante" do ministro da Defesa, Nuno Melo, e do secretário de Estado dessa área, Álvaro Castelo Branco, que tomaram a "decisão política necessária para ultrapassar bloqueios com mais de três décadas".