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Sindicato da Administração Pública recusa aumento de salários de 2,1 por cento

Sindicato da Administração Pública recusa aumento de salários de 2,1 por cento

O governo insistiu hoje em aumentos salariais de 2,1 por cento para os funcionários públicos em 2008, e defende que pode ainda somar-se 0,3 por cento em outras áreas, uma situação que "não faz sentido" para a FESAP.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Após a reunião com os responsáveis governamentais das Finanças, na segunda ronda de negociações dos aumentos salariais para a Função Pública, o secretário coordenador da Frente Sindical da Administração Pública (FESAP), Jorge Nobre dos Santos explicou à agência Lusa que o governo pretende fazer reflectir no salário um acréscimo de 0,3 por cento em áreas como as ajudas de custo, prémios ou subsídios de refeição.

Nobre dos Santos salientou que os governantes querem transmitir a ideia de que, "com ganhos em outras áreas", além do próprio salário, "o aumento total será de 2,4 por cento" o que "não faz sentido, até porque é difícil quantificar" essa situação.

"A reunião não correu bem", frisou o secretário coordenador da FESAP, a primeira estrutura sindical a ser hoje recebida no Ministério das Finanças, a que se seguiu a Frente Comum e, à tarde, o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE).

Além de manter o aumento salarial nos 2,1 por cento da proposta inicial, o governo continua a apresentar a mesma ideia na questão referente às pensões, "cujo aumento é inferior à inflação e é agravado pelos descontos para o IRS", frisou Nobre dos Santos.

O representante da FESAP considera mesmo "indecorosa" a proposta do governo respeitante às pensões, pagas aos cidadãos numa altura em que "têm uma perspectiva de vida de 10 ou 15 anos" e alguns enfretam problemas, nomeadamente de saúde.

"E a redução de comparticipação nos medicamentos vem agravar" ainda mais a situação dos reformados, acrescenta.

Nobre dos Santos faz questão de recordar que o governo não está a cumprir a promessa do primeiro-ministro de que os funcionários públicos não iriam perder poder de compra em 2008.

No final da primeira ronda de negociações, o governo propôs aumentos salariais de 2,1 por cento, a 16 de Outubro e obteve uma recusa generalizada de todas as estruturas sindicais.


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