Sonae Sierra promete 3.000 novos empregos com abertura de três novos centros comerciais em 2010
Lisboa, 17 Set (Lusa) - A Sonae Sierra anunciou hoje a criação de 3.000 postos de trabalho nos três centros comerciais que prevê inaugurar na Primavera de 2010 em Leiria, Maia e Caldas da Rainha, num investimento de 212 milhões de euros.
Dos três centros comerciais, apenas o das Caldas da Rainha aguarda os últimos expedientes daquele município para "licenciamento da obra, que deverá iniciar-se no final do ano", disse Fernando Oliveira, administrador da Sonae Sierra para o Desenvolvimento na Europa.
Nos outros dois as obras já arrancaram, sendo o Leiria Shopping resultado da expansão do actual Centro Comercial Continente naquele cidade, representando um investimento de 74 milhões de euros e 900 novos empregos, enquanto que o Maia Jardim orça os 82 milhões de euros e 1.400 postos de trabalho.
Os dois esperam no primeiro ano de exploração vendas no valor de 77 milhões e 58,3 milhões de euros, respectivamente.
Já o Centro Comercial Bordalo, inspirado no caricaturista e ceramista Rafael Bordalo Pinheiro orça os 56 milhões de euros e 300 novos empregos, esperando no primeiro ano de exploração 6,2 milhões de visitantes e um volume de negócios de 58 milhões de euros, excluindo as vendas do supermercado.
Sobre a figura de Rafael Bordalo Pinheiro, a Sonae Sierra estabeleceu um protocolo com a fábrica Faianças Artísticas Bordalo Pineiro, que visa associar ao novo centro comercial a imagem e os produtos da fábrica, fundada em 1884.
Entretanto, a comercialização dos três espaços já se iniciou com algumas lojas âncora, designadamente o hipermercado Continente, Sportzone, Worten, as salas de cinema Castello Lopes e C&A.
Estes centros comerciais são três dos 31 projectos que a Sonae Sierra tem em desenvolvimento ou em diferentes fases de concretização em sete países - Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Grécia, Roménia e Brasil, com uma área bruta de um milhão de metros quadrados.
Ferando Oliveira escusou-se a localizar outros futuros centros, mas considerou que Portugal pode ainda "absorver" mais centros comerciais, nomeadamente nas "pequenas e médias cidades".
AV.