Economia
Starmer quer trocas comerciais mais fáceis com Europa e prepara nova legislação
Dez anos depois do referendo que levou ao Brexit, o Governo de Londres está a preparar legislação que vai permitir a adoção das regras do mercado único europeu sem necessidade de aprovação do Parlamento.
Keir Starmer explicou à BBC que a ideia é baixar os preços, custos extra e a burocracia nas trocas comerciais, sobretudo de produtos agrícolas e rejeitou voltar a falar do Brexit como se tem falado até agora, porque os tempos são outros.
“Estamos num mundo em que há um conflito massivo, grande incerteza e eu acredito firmemente que é do melhor interesse do Reino Unido ter uma mais forte e mais próxima relação com a Europa, tanto na Defesa como segurança e, claro, energia, e inevitavelmente, na economia”, defendeu Starmer.
“O que estamos a fazer com esta legislação é tentar tornar as trocas comerciais mais fáceis para que haja um fardo menor para as empresas e, claro, isso traduz-se em preços mais baixos”.
A hipótese já foi alvo de críticas da oposição, nomeadamente do partido conservador e do Reform UK, de Nigel Farage.
Em resposta, um porta-voz de Starmer veio advogar que esta lei vai necessitar de legislação a ser aprovada pelo Parlamento, rejeitando as críticas de que o país seria apenas “um espetador” enquanto Bruxelas ditava as regras.
"O projeto de lei será tramitado no parlamento normalmente", disse o porta-voz. "Quaisquer novos tratados ou acordos com a UE também serão submetidos ao escrutínio parlamentar, e o parlamento terá um papel na aprovação de novas leis da UE exigidas por esses acordos através de legislação secundária."
Fonte do Partido Trabalhista, força política do Governo, afirmou à Reuters que o governo está a fazer uma escolha soberana para reduzir barreiras comerciais e para construer laços mais fortes com a Europa.
“O que estamos a fazer com esta legislação é tentar tornar as trocas comerciais mais fáceis para que haja um fardo menor para as empresas e, claro, isso traduz-se em preços mais baixos”.
É uma informação que o primeiro-ministro britânico avança depois de ter sido noticiado que o governo planeava uma lei que diminuía o papel do parlamento na votação de um “alinhamento dinâmico” com as regras da União Europeia.
Em resposta, um porta-voz de Starmer veio advogar que esta lei vai necessitar de legislação a ser aprovada pelo Parlamento, rejeitando as críticas de que o país seria apenas “um espetador” enquanto Bruxelas ditava as regras.
O Executivo argumenta não estar a tentar o regresso ao Mercado Europeu, dez anos depois da decisão de sair da União Europeia.
Fonte do Partido Trabalhista, força política do Governo, afirmou à Reuters que o governo está a fazer uma escolha soberana para reduzir barreiras comerciais e para construer laços mais fortes com a Europa.