Tabaco de enrolar mais caro prejudica Fisco e fomenta contrabando -- associação europeia
Redação, 02 nov (Lusa) -- A associação representativa da indústria tabaqueira europeia avisou o Governo português de que a subida do preço dos cigarros de enrolar vai comprometer a receita fiscal e fomentar, ainda mais, o contrabando de tabaco.
O agravamento do imposto sobre o tabaco de corte fino (o chamado tabaco de enrolar) terá como consequência um aumento médio de 60% sobre o preço de venda ao público, ou seja de 2,50 para 3,70 a 4,00 euros por embalagem.
"De acordo com a experiência de outros mercados, estes aumentos deverão ter como consequência uma redução de 60 a 70% na venda de tabaco de enrolar, pondo definitivamente em causa a receita fiscal de 92 milhões de euros que o Governo pretendia arrecadar com as vendas nesta categoria de tabaco", afirma a European Smoking Tobacco Association (ESTA), numa comunicação enviada esta semana ao Governo português e resumida hoje à agência Lusa.
No texto, a ESTA sublinha ainda que a aproximação do preço de venda do tabaco de enrolar ao do tabaco em maços convencionais, através de uma subida diferenciada nos impostos "abre a porta ao comércio ilícito de tabaco, que restará como a única solução para os consumidores que não podem pagar estes aumentos".
As condições económicas do País têm favorecido o consumo do tabaco de enrolar, cujas vendas cresceram 10% entre 2010 e 2012, representando neste momento cerca de 14% do volume total de tabaco consumido, contra 11% há um ano.