Taiwan cria fundo de 50 ME para impulsionar investimento na República Checa

Taiwan cria fundo de 50 ME para impulsionar investimento na República Checa

Taiwan anunciou hoje a criação de um fundo de 50 milhões de euros para promover o investimento bilateral com a República Checa, no final de uma visita do presidente do Senado checo, Milos Vystrcil.

Lusa /
Foto: Reuters

Em comunicado, o Conselho Nacional de Desenvolvimento (NDC, na sigla em inglês) taiwanês informou que vai cooperar com o ministério dos Assuntos Económicos para disponibilizar mais 50 milhões de euros ao projeto de expansão para a República Checa do Fundo de Investimento para a Europa Central e Oriental, para reforçar os intercâmbios e a cooperação entre as duas partes.

O presidente do NDC, Yeh Chun-hsien, afirmou que a República Checa tornou-se o principal parceiro comercial de Taiwan na Europa Central e Oriental, com as trocas bilaterais a atingir 1,8 mil milhões de euros em 2025.

Criado em 2022 pelo Governo taiwanês, o Fundo de Investimento para a Europa Central e Oriental já investiu 23,9 milhões de euros em cinco empresas checas.

Segundo Yeh, isso demonstra que os laços industriais entre Taiwan e a República Checa estão atualmente "mais estreitos do que no passado".

"O projeto apoiará empresas taiwanesas interessadas em entrar no mercado checo, empresas checas que pretendam entrar no mercado taiwanês e também empresas resultantes da cooperação entre ambas as partes", afirmou.

O responsável acrescentou que a iniciativa deverá contribuir para reforçar o investimento industrial em ambos os sentidos e os intercâmbios tecnológicos.

O anúncio foi feito após a visita de quatro dias a Taiwan do presidente do Senado checo, que liderou uma delegação de cerca de 40 pessoas e se reuniu com altos responsáveis taiwaneses, incluindo o Presidente da ilha, William Lai Ching-te.

A Cidade do Vaticano é o único Estado europeu que mantém relações diplomáticas oficiais com Taiwan. Ainda assim, vários países da Europa Central e de Leste aprofundaram os contactos com a ilha nos últimos anos, em particular após a invasão russa da Ucrânia.

Pequim, que considera Taiwan parte integrante do seu território e não exclui o uso da força para assumir o controlo da ilha, manifestou no fim de semana "firme oposição" à visita de Vystrcil.

O ministério dos Negócios Estrangeiros chinês acusou então a deslocação de "violar gravemente a soberania nacional e a integridade territorial" da China.

 

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