TAP. Privatização não deve confinar-se a preço e exige "ponderação e descrição"
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, sublinhou hoje que o processo de venda de parte da TAP não deve ser confinado ao preço e exige "ponderação e descrição".
"Uma proposta desta natureza é, obviamente, complexa e com muitos vetores de indispensável análise. Trata-se de uma decisão estratégica, que não deve ser confinada ao preço e que, por isto, exige ponderação e descrição", disse Miguel Pinto Luz na abertura da audição regimental, no parlamento.
O ministro acrescentou que haverá novos desenvolvimentos neste processo "até ao final do mês", com a entrega de propostas vinculativas até 29 de julho.
"É mais um passo importante neste processo, também ele fruto de consenso interpartidário, de moderação e pragmatismo", defendeu.
Admitindo que este é "um dossier que gera grande interesse", o ministro garantiu que o executivo o irá continuar "a gerir com muita calma e tranquilidade".
Sobre o novo aeroporto de Lisboa, Pinto Luz acrescentou que a ANA irá entregar, na sexta-feira, o relatório técnico -- o terceiro dos cincos relatórios de candidatura.
"Trata-se de um projeto completo, técnico e de engenharia, onde já estará definido, com detalhe, o que será o novo aeroporto: as pistas, os sistemas de `taxyway`, `stands` ou terminais", acrescentou.
"Depois deste relatório, receberemos em janeiro, o relatório financeiro e passado um ano a proposta final", referiu o ministro.
O processo de privatização parcial da TAP, relançado pelo Governo em 2025, prevê a venda de até 49,9% do capital da companhia, mantendo o Estado como acionista maioritário.
Na fase atual do processo, permanecem na corrida os grupos Air France-KLM e Lufthansa.