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Taxa de desemprego mantém-se nos 11,9 por cento

Taxa de desemprego mantém-se nos 11,9 por cento

Os números divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística indicam que taxa registada entre julho e setembro é igual face ao trimestre anterior. Em termos homólogos, registou-se uma queda de 1,2 pontos percentuais.

RTP /
Foto: Pedro A. Pina/RTP Online

As estimativas esperavam uma diminuição que viesse comprovar a "dinâmica de recuperação cíclica", mas a taxa de desemprego relativa ao terceiro trimestre de 2015, hoje divulgada pelo INE, dá sinais de estagnação deste indicador. As Estatísticas de Emprego do INE apontam para uma taxa de desemprego dos homens (11,5%) inferior à da registada nas mulheres (12,3%). Já entre a população jovem, a taxa de desemprego registou uma subida para os 30,8%, face aos 29,8% do trimestre anterior.

Em termos homólogos, a taxa de desemprego regista uma queda de 1,2 pontos percentuais, que se traduz numa diminuição da população desempregada de 10,2 por cento, ou seja, menos 70 mil desempregados relativamente ao terceiro trimestre de 2014.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, a diminuição trimestral da população desempregada foi de 0,3 por cento num total de 618,8 mil pessoas sem emprego neste período - menos 1,6 mil do que no trimestre anterior.
Analistas esperavam queda ligeira
Segundo as previsões de analistas e grupos económicos, este trimestre deveria apresentar uma tendência de queda ligeira iniciada em 2015, a rondar os 11,7 por cento.

No segundo trimestre deste ano, a taxa de desemprego havia registado uma forte queda, na ordem dos 1,8 pontos percentuais, face aos três meses anteriores.

A agência Lusa noticiava esta manhã que a equipa de trabalho do NECEP, da Universidade Católica de Lisboa, esperava uma redução da taxa de desemprego a acompanha "a dinâmica de recuperação cíclica em curso".

No entanto, as várias entidades económicas contactadas pela agência noticiosa, nomeadamente o Montepio, esperam um agravamento "pontual" da situação do desemprego nos últimos três meses do ano, com uma taxa superior a 12 por cento.

De resto, tanto as previsões das entidades como os números do INE estão muito abaixo dos valores apresentados pelo Governo no Programa de Estabilidade, que estima que a taxa de desemprego no final do ano seja de 13,2 por cento.
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