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Tecnologias e competências nucleares. UE vai investir 330 milhões de euros para acelerar a energia de fusão

Tecnologias e competências nucleares. UE vai investir 330 milhões de euros para acelerar a energia de fusão

A Comissão Europeia deu esta quinta-feira um passo decisivo no desenvolvimento das tecnologias nucleares com a adoção do Programa de Investigação e Formação Euratom 2026-2027.

Andrea Neves - correspondente da Antena 1 em Bruxelas /
Yves Herman - Reuters

Ao abranger a investigação e a inovação nuclear, o Programa oferece financiamento complementar ao Horizonte Europa.O Programa de Trabalho 2026-2027 visa reforçar a independência energética, a competitividade e a liderança tecnológica da UE, avançando simultaneamente para a neutralidade carbónica até 2050.


Além disso, apoiará o desenvolvimento de tecnologias relevantes para a fusão – um passo importante para a futura Estratégia da UE para a Fusão.

Bruxelas quer também acelerar a energia de fusão.

No comunicado que anuncia este investimento pode ler-se que “a fusão tem o potencial de revolucionar o panorama energético da Europa”

Por isso “a UE pretende ligar a primeira central de energia de fusão comercial à rede elétrica, fornecendo energia limpa, acessível e segura aos cidadãos e empresas europeias. Por este motivo, o Programa de Trabalho 2026-2027 vai investir 222 milhões de euros no avanço da energia de fusão, desde os laboratórios até à rede elétrica”.

Este avanço deverá ser feito através do “estabelecimento de uma nova Parceria Público-Privada europeia para a energia de fusão, com o objetivo de desenvolver tecnologias de fusão comercialmente viáveis e construir uma cadeia de abastecimento europeia robusta”.A Comissão Europeia vai ainda apoiar as startups de fusão emergentes a desenvolver e melhorar as suas tecnologias na UE, atraindo simultaneamente investimento privado.

Bruxelas refere que “com a procura de eletricidade da UE prevista para duplicar até 2050, o Programa de Trabalho 2026-2027 foi concebido para reforçar a capacidade da União Europeia de contar com excelência em investigação, inovação e talento para desenvolver com segurança tecnologias limpas e de baixo carbono fabricadas na Europa".

O objetivo é atrair talentos nucleares tanto de dentro como de fora da União Europeia, por exemplo, através de bolsas Marie Sklodowska-Curie.

Na área da fissão nuclear (108 milhões de euros), a investigação colaborativa financiada pelo Programa centrar-se-á, entre outros, na gestão segura de resíduos radioativos, na proteção radiológica e na inovação em materiais nucleares.

Além disso, o Programa abordará a investigação que abrange a segurança da operação a longo prazo das centrais nucleares atuais, dos pequenos reatores modulares, dos reatores avançados e dos combustíveis nucleares.

A Comissão considera essencial uma aposta na medicina nuclear e para isso vai financiar a investigação para aumentar a autonomia da UE no fornecimento de isótopos para novas terapias de medicina nuclear.

O Programa, agora anunciado, quer também facilitar o acesso aberto a mais de 230 instalações de investigação nuclear em toda a União Europeia e promover uma maior integração dos investigadores nucleares ucranianos no Espaço Europeu de Investigação.
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