Tempestades. 40% das candidaturas a apoio à recuperação de casas resolvidas

Tempestades. 40% das candidaturas a apoio à recuperação de casas resolvidas

O ministro da Economia e da Coesão Territorial disse hoje que cerca de 40% dos processos para apoio à recuperação de habitações afetadas pelas tempestades estão resolvidos, tendo já sido pagas 9.237 candidaturas.

Lusa /

Numa audição no parlamento, Manuel Castro Almeida fez um balanço das medidas destinadas para responder ao mau tempo que afetou o país entre janeiro e fevereiro, indicando que no que diz respeito ao apoio de até 10 mil euros para a recuperação de habitações, houve 35.900 candidaturas, das quais foram pagas 9.237.

Cerca de 4.700 candidaturas foram indeferidas, pelo que estão resolvidos - pagos ou indeferidos - 13.965 processos, ou seja cerca de 40%, indicou o ministro.

Quanto aos apoios para as empresas, Castro Almeida indicou que existiram 9.000 candidaturas e foram aprovados 1.550 milhões de euros de linhas de crédito para as empresas das regiões afetadas pelas calamidades.

Já 5.400 trabalhadores foram abrangidos pelo regime de `lay-off` simplificado, enquanto o regime de incentivos à manutenção de postos de trabalho beneficiou 2.934 trabalhadores e o regime de isenção de descontos para a Segurança Social beneficiou 15 mil trabalhadores.

O ministro falava numa audição a requerimento do Chega para "esclarecer os atrasos e bloqueios no processo de reconstrução de habitações após as tempestades" e a requerimento do PS para "esclarecimento da situação e identificação de soluções que permitam reforçar a cooperação institucional e acelerar a concretização dos apoios às populações [...] tendo em conta o impacto social e económico das recentes intempéries".

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metades das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros.

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