The Economist céptica sobre crescimento da economia portuguesa

The Economist céptica sobre crescimento da economia portuguesa

A revista britânica The Economist prevê um crescimento lento da economia portuguesa até ao final do ano.

RTP /
Os analistas dizem que a fraca procura interna e a queda do investimento vão continuar a travar o ritmo de crescimento dos portugueses.

Depois do alerta da única agência de rating que mantém Portugal acima do nível de lixo, a DBRS, e que admite que vai manter uma vigilância apertada às contas portuguesas, surge mais uma chamada de atenção, desta vez feita pela unidade de estudos da revista britânica.

Os técnicos dizem que o fraco ritmo de crescimento se está a dever a três factores: o consumo interno é reduzido, as exportações estão a abrandar e o investimento é menor do que o necessário.

No que diz respeito ao investimento, a Economist considera que a aposta no país pode estar a ser penalizada pelas preocupações dos empresários quanto ao futuro político e às opções orçamentais tomadas por António Costa.

Para esta conclusão, foram tidos em conta os números do segundo trimestre, que revelam uma economia à beira da estagnação e a crescer muito abaixo da média da zona euro.

A meta do governo para 2016 é de 1,8 por cento - um número que para os analistas será difícil de atingir.
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