Greve de dois dias no setor da saúde com adesão de 60%, segundo o sindicato

Greve de dois dias no setor da saúde com adesão de 60%, segundo o sindicato

O presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS) estimou que greve dos trabalhadores da saúde esteja a ter uma adesão de 60% e acrescentou que as consultas externas e as cirurgias programadas são alguns dos serviços afetados.

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Foto: Nuno Patrício - RTP

Os trabalhadores exiem melhores salários e condições dignas de trabalho, um protesto de dois dias que inclui também uma manifestação em Lisboa.

O presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS) estimou hoje que greve dos trabalhadores da saúde esteja a ter uma adesão de 60%.

"Neste momento (pelas 10:00) estamos com uma adesão de 60%. Ainda é muito cedo, há mudanças de turnos às 15:00, portanto teremos números mais exatos por volta desse horário", disse aos jornalistas Mário Rui no início da concentração em frente ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Mário Rui adiantou que as consultas externas e as cirurgias programadas são alguns dos serviços afetados pela greve.

No hospital de Santo António, no Porto, muitos utentes viram as suas consultas serem adiadas, como constatou no local a repórter da RTP Antena 1, Sara Araújo de Almeida, às 9h00.

Com esta paralisação, o sindicato exige do Governo e das entidades empregadoras a "reposição dos pontos retirados aos trabalhadores" no âmbito do sistema de avaliação, a "contratação urgente" de pessoal, que permita terminar com o "uso e abuso dos turnos suplementares e cargas horárias de 14 e 16 horas de serviço contínuo", e a reposição das "horas não pagas e não gozadas".

A estrutura sindical justifica ainda os dois dias de greve, que está sujeita a serviços mínimos, com a necessidade de os trabalhadores do setor se manifestarem contra o pacote laboral apresentado pelo Governo.

Para 12 de maio já foi convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) uma outra greve nacional, que vai abranger os setores público, privado e social para exigir ao Governo que "resolva vários problemas" para permitir dignificar a profissão.

c/lusa

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