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Trabalhos sobre CGD devem parar apenas no período de discussão do OE

Trabalhos sobre CGD devem parar apenas no período de discussão do OE

Lisboa, 12 out (Lusa) - Os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito sobre a Caixa Geral de Depósitos (CGD) deverão ser interrompidos na sexta-feira mas apenas durante o período em que o Orçamento do Estado estiver a ser discutido no parlamento.

Lusa /

De acordo com fontes da comissão que falaram com a agência Lusa, na sexta-feira haverá um encontro dos parlamentares da comissão onde deverá avançar um pedido de pausa nos trabalhos durante o período de debate e votação do Orçamento.

Na semana passada chegou a pensar-se em fazer uma pausa maior nos trabalhos, nomeadamente devido a documentação pedida à CGD e ao Banco de Portugal e não recebida ainda, tendo inclusive os deputados da comissão pedido ao parlamento para recorrer ao Tribunal da Relação sobre a entrega da referida comissão.

A comissão reuniu-se na semana passada para apreciar um requerimento apresentado pelo grupo parlamentar do PSD solicitando o recurso ao Tribunal da Relação de Lisboa, e no final o texto foi aprovado com os votos de todas as bancadas aparte o PS, que se absteve.

Em causa está a recusa da CGD e do BdP de enviar documentação aos deputados da comissão de inquérito, procurando agora os parlamentares que o Tribunal da Relação decida sobre o envio ou não da documentação.

Hoje deu-se um novo encontro entre os coordenadores dos vários partidos e o presidente da comissão, o social-democrata José Matos Correia, mas uma eventual decisão sobre a suspensão dos trabalhos ficou adiada para novo encontro na manhã de sexta-feira.

O período de discussão e votação do Orçamento nas suas mais diversas frentes deverá prolongar-se até ao final de novembro, pelo menos.

A comissão de inquérito está a avaliar a gestão do banco entre 2000 e 2015, período durante o qual passaram pela administração figuras como António de Sousa, Luís Mira Amaral, Vítor Martins, Carlos Santos Ferreira, Armando Vara, Fernando Faria de Oliveira e José de Matos.

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