Transição para economia baseada no conhecimento e inovação é um dos focos na região Centro
A Região Centro quer combater a fragilidade do tecido empresarial e a baixa produtividade, com uma transição para uma economia baseada no conhecimento e na inovação, indica o Programa Regional de Ordenamento do Território da Região (PROT) Centro.
"No âmbito das OEBT [Opções Estratégicas de Base Territorial] para os sistemas setoriais e, especificamente, para o sistema económico, o principal objetivo da Região [Centro] é fazer a transição para uma economia baseada no conhecimento e na inovação", destacou.
O PROT Centro, que estabelece o quadro estratégico de referência para o desenvolvimento territorial, económico e social da Região Centro na próxima década, foi publicado na segunda-feira em Diário da República, depois de ter sido aprovado, em Conselho de Ministros, no dia 22 de janeiro.
No documento são identificados sete desafios para a próxima década, que são transversais a toda a Região Centro, entre eles a necessidade de impulsionar a economia do conhecimento, a circularidade e a reindustrialização.
É proposta uma mudança estrutural para posicionar a região num contexto europeu cada vez mais competitivo e exigente, assente em três pilares fundamentais.
O primeiro é o reforço da economia do conhecimento, com uma aposta clara na inovação e na ligação entre o sistema científico e tecnológico e o tecido empresarial, transformando conhecimento em valor económico e promovendo a criação de emprego qualificado.
"A atração de investimento e trabalhadores qualificados para a região será simultaneamente um fator e uma consequência desta dinâmica".
O segundo pilar passa pela generalização da economia circular, "aplicando-o aos bens e serviços, aos processos de fabrico desde a conceção ao fim de vida, a todas as infraestruturas e serviços urbanos e não urbanos, e aos hábitos de consumo".
"A circularidade é o único caminho para um crescimento económico associado à redução da pegada ecológica; é também uma estratégia de competitividade, numa época em que a dimensão ambiental é cada vez mais valorizada pelos consumidores e pelos mercados de produtos intermédios", defende-se no documento.
Já o terceiro pilar enquadra a reindustrialização europeia como uma oportunidade estratégica para a Região Centro.
"A região deve aproveitar a política europeia de reindustrialização, com o objetivo de reduzir a sua dependência das cadeias globais, especialmente em setores estratégicos, como o dos semicondutores".
O PROT integra, de forma articulada, áreas como a economia, demografia e inovação, educação, habitação, saúde, sustentabilidade ambiental, energia, conectividade e organização do sistema urbano.
A sua elaboração assentou num processo amplamente participado e tecnicamente fundamentado, em que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro contou com o contributo dos principais polos de conhecimento da Região Centro, envolvendo especialistas das suas universidades e institutos politécnicos.