Transtejo. Documentos internos revelam que houve dias com apenas cinco navios operacionais

por RTP

A Transtejo está reduzida a oito navios operacionais e um de reserva entre os 19 que compõem a frota desta empresa pública.

Este é o número admitido pela administração, mas o Sexta às 9 teve acesso a documentos internos que provam que, ainda em setembro, a empresa teve apenas cinco navios operacionais.

A Transtejo tem dado muito que falar devido a greves constantes e às supressões de carreiras que o ministro do Ambiente considerou, esta semana, inaceitáveis.

A explicação oficial é a de que faltam recursos humanos. Mas o Sexta às 9 apurou que o problema de fundo da Transtejo é a falta de navios operacionais devido a problemas graves na manutenção.

Este departamento da empresa está há um ano e meio entregue a um técnico superior requisitado ao Ministério da Defesa que é tratado por engenheiro mas não está sequer inscrito na Ordem dos Engenheiros Técnicos.

Mas a Transtejo garante que o atual diretor de manutenção tem um perfil adequado às necessidades da empresa.
Diretor indignado
O diretor de manutenção da Transtejo ficou indignado com estas críticas e garante que está ligado à manutenção naval há cerca de 26 anos.

Miguel Navalhas explica que ingressou em 1993 no Arsenal do Alfeite, estaleiro Naval, na altura pertencente à Marinha Portuguesa "que se dedica à manutenção de navios de alta complexidade tecnológica.

" Exerci as funções na área tecnológica de telecomunicações tendo sido nomeado para chefe desse mesmo serviço em 30 de Janeiro de 2004 (serviço responsável pela manutenção de todos os sistemas de telecomunicações dos navios da Marinha Portuguesa), e posteriormente, em 2 de setembro de 2012, nomeado para chefiar a Divisão de Sistemas de Combate e Comunicações (divisão com a missão de instalação e manutenção de todos os sistemas electrónicos, armamento ligeiro, armamento pesado, mísseis, torpedos e minas marítimas)", acrescenta.

Miguel Navalhas confirma não estar inscrito na Ordem dos Engenheiros Técnicos mas explica que todas as funções que exerceu eram "ligadas à manutenção onde não é requisito estar inscrito na ordem".
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