EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Tribunal permite posse administrativa de parque de campismo do Cabedelo na Figueira da Foz

Tribunal permite posse administrativa de parque de campismo do Cabedelo na Figueira da Foz

O município da Figueira da Foz confirmou hoje à agência Lusa que o tribunal não deu provimento à providência cautelar que pedia a suspensão da posse administrativa do parque de campismo do Cabedelo.

Lusa /

"O tribunal deu razão ao município e apenas aguardamos pela notificação formal do tribunal para avançar com a posse administrativa", disse a vice-presidente da Câmara, Ana Carvalho.

A autarca explicou que, depois de recebida a notificação pelo tribunal, a Câmara vai notificar a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal para desocupar o parque de campismo numa semana.

A posse administrativa do parque de Campismo do Cabedelo decorre de uma obra de requalificação urbana iniciada em 2018 e que deveria estar concluída em finais de 2019, mas que está atrasada vários meses face ao prazo inicial.

O seu desenvolvimento atual impõe o atravessamento do parque de campismo por uma nova estrada, bem como a disponibilização de parte de um terreno junto à atual portaria para construção de uma praça, onde atualmente se situa o parque de estacionamento, em terra batida, que serve a praia adjacente.

A vice-presidente da autarquia adiantou ainda à agência Lusa que a obra, no valor de três milhões de euros, é para avançar "de imediato".

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, concessionaria do espaço, que tinha apresentado uma providência cautelar para evitar a posse administrativa, disse desconhecer ainda a decisão do tribunal.

No entanto, João Queirós salientou que a estratégia passava apenas por pressionar o município da Figueira da Foz a negociar uma saída "digna, o que não foi possível", depois de "muitos anos a contribuir para o desenvolvimento" da Figueira da Foz.

"Não seria por nós que a Câmara iria perder fundos comunitários", sublinhou o dirigente, salientando que "aquilo que o tribunal decidir terá de ser cumprido".

Para esclarecer o caso junto da comunidade, o município elaborou um folheto, com duas páginas, que faz a cronologia de todos os passos na relação com a FCMP, lembrando, entre outros aspetos, que o alvará de licença que esta detinha era válido até 30 de abril de 2018 e que, a partir daí, e face à intervenção urbana prevista para aquele espaço, passou a ser prorrogada por períodos de um mês.

O processo tem motivado a contestação dos utilizadores do parque de campismo, localizado entre o rio Mondego e a praia do Cabedelo, que colocaram várias faixas de protesto na vedação do espaço de lazer.

Tópicos
PUB