Troika muda de nome

Troika muda de nome

Muda o nome, mas permanece a substância. À mal-afamada "troika", convencionou-se passar a chamar agora "as instituições". Significativamente, a reclassificação foi anunciada em Berlim.

RTP /
Hugo Correia, Reuters

As três componentes da "troika" - Banco Central Europeu (BCE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e União Europeia (UE) - são, reconhecidamente "instituições". E assim passarão a ser chamadas, para dissipar as ressonâncias negativas que o nome "troika" foi ganhando, em especial nos países por ela intervencionados.

A mudança de nome não foi tornada pública na sede de nenhuma das três "instituições", nem, em especial, na cidade de Bruxelas, onde formalmente se tomam as decisões cruciais sobre o futuro dos países europeus sujeitos a programas de assistência.

Foi hoje anunciada em Berlim por Martin Jäger, porta-voz do Ministério Federal das Finanças, em nome do titular da pasta, Wolfgang Schäuble, que se apressou a lembrar que a mudança de nome nada muda ao guião da actividade das "instituições".

Segundo a notícia inserta em Der Spiegel, citando círculos diplomáticos de Bruxelas, pelo menos um outro nome fora ensaiado: "Tifkat", acrónimo de "The institutions formerly known as troika". Segundo os mesmos círculos, há agora empatia para com o sentimento de rejeição que se desenvolveu na Grécia contra a "troika". Compreensivelmente, optou-se por uma alternativa mais incaracterística do que "Tifkat".
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