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Uber sonha com serviço de carros voadores
O serviço de transportes na origem de sucessivas vagas de protestos de taxistas em diferentes países publicou esta semana um relatório que planeia a oferta de um serviço de viagens em carros voadores. E os preços serão semelhantes aos das viagens terrestres através do uberX, o pacote mais barato da empresa.
Mas não será a Uber a construir estes carros do futuro. A empresa criou um plano com o nome Elevate em que especifica os passos a seguir pelas empresas que estão atualmente a construí-los, como a norte-americana Terrafugia, a eslovaca AeroMobil ou a holandesa Pal-V.
O estudo aborda temas como a segurança, infraestruturas, desempenho e custos destes veículos.
“Imagine fazer em 15 minutos uma viagem que normalmente demoraria duas horas”, começa o relatório. “Todos os dias, milhões de horas são desperdiçadas nas estradas. Isso significa menos tempo passado em família, menos tempo no trabalho, mais dinheiro gasto em combustível e um aumento do stress”.
Jeff Holden, um dos diretores da empresa, descreve neste relatório uma frota de pequenos veículos elétricos aéreos que podem arrancar e aterrar verticalmente, alcançando 240 quilómetros por hora durante as viagens. “Tal como os arranha-céus foram usados para aproveitar eficientemente o espaço terrestre, este transporte urbano utilizará o espaço aéreo para melhorar o congestionamento nas cidades”.
Estes veículos VTOL (Vertical Take-off and Landing) têm ainda vantagens sobre os transportes terrestres a nível económico, uma vez que não exigem a construção de infraestruturas como estradas, pontes e túneis. Será necessário, no entanto, construir parques de estacionamento em topos de edifícios ou em heliportos já existentes.
Mais barato do que viajar de carro
O preço do transporte também é atrativo: estima-se que uma viagem custe aproximadamente 45 cêntimos por cada 1,6 quilómetros percorridos. O que significa que um percurso de 15 minutos pode custar apenas 21 dólares (cerca de 19 euros), sendo mais rápido e barato do que uma viagem de carro.
Cada carro voador terá capacidade para quatro passageiros (incluindo o piloto), será utilizado 2,080 horas por ano e gastará 12 dólares (cerca de 11 euros) por cada kWh de eletricidade. Pode durar 20 vezes mais do que um carro normal e não precisa de seguir rotas fixas, podendo seguir os percursos desejados sem trânsito, interrupções nem atrasos.
Os novos helicópteros terão o tamanho e peso de um carro normal e, a longo-prazo, podem ser mais económicos.
Mas nem toda a gente concorda com o novo plano da Uber. Colin Snow, chefe executivo da empresa Skylogic Research, especializada em sistemas aéreos, afirmou ao diário britânico The Guardian que “o relatório é detalhado, mas a Uber subestimou o processo de certificação e o controlo do território aéreo”.
Relembrando que a regulação de pequenos drones levou dez anos de negociações com a Autoridade Federal de Aviação, afirmou ainda que a navegação aérea “é altamente regulada e torna-se mais complexa com o passar do tempo”.
Ainda assim, estima-se que o serviço Uber Elevate esteja disponível dentro de uma década.
O estudo aborda temas como a segurança, infraestruturas, desempenho e custos destes veículos.
“Imagine fazer em 15 minutos uma viagem que normalmente demoraria duas horas”, começa o relatório. “Todos os dias, milhões de horas são desperdiçadas nas estradas. Isso significa menos tempo passado em família, menos tempo no trabalho, mais dinheiro gasto em combustível e um aumento do stress”.
Jeff Holden, um dos diretores da empresa, descreve neste relatório uma frota de pequenos veículos elétricos aéreos que podem arrancar e aterrar verticalmente, alcançando 240 quilómetros por hora durante as viagens. “Tal como os arranha-céus foram usados para aproveitar eficientemente o espaço terrestre, este transporte urbano utilizará o espaço aéreo para melhorar o congestionamento nas cidades”.
Estes veículos VTOL (Vertical Take-off and Landing) têm ainda vantagens sobre os transportes terrestres a nível económico, uma vez que não exigem a construção de infraestruturas como estradas, pontes e túneis. Será necessário, no entanto, construir parques de estacionamento em topos de edifícios ou em heliportos já existentes.
Mais barato do que viajar de carro
O preço do transporte também é atrativo: estima-se que uma viagem custe aproximadamente 45 cêntimos por cada 1,6 quilómetros percorridos. O que significa que um percurso de 15 minutos pode custar apenas 21 dólares (cerca de 19 euros), sendo mais rápido e barato do que uma viagem de carro.
Cada carro voador terá capacidade para quatro passageiros (incluindo o piloto), será utilizado 2,080 horas por ano e gastará 12 dólares (cerca de 11 euros) por cada kWh de eletricidade. Pode durar 20 vezes mais do que um carro normal e não precisa de seguir rotas fixas, podendo seguir os percursos desejados sem trânsito, interrupções nem atrasos.
Os novos helicópteros terão o tamanho e peso de um carro normal e, a longo-prazo, podem ser mais económicos.
Mas nem toda a gente concorda com o novo plano da Uber. Colin Snow, chefe executivo da empresa Skylogic Research, especializada em sistemas aéreos, afirmou ao diário britânico The Guardian que “o relatório é detalhado, mas a Uber subestimou o processo de certificação e o controlo do território aéreo”.
Relembrando que a regulação de pequenos drones levou dez anos de negociações com a Autoridade Federal de Aviação, afirmou ainda que a navegação aérea “é altamente regulada e torna-se mais complexa com o passar do tempo”.
Ainda assim, estima-se que o serviço Uber Elevate esteja disponível dentro de uma década.