Economia
UGT não exclui greve geral mas considera 3 de junho data "extemporânea"
Mário Mourão esteve em entrevista na RTP Notícias após uma reunião na Concertação Social que terminou sem acordo sobre a lei laboral.
O secretário-geral da UGT disse esta quinta-feira, em entrevista à RTP Notícias, que a central sindical não exclui aderir a uma greve geral, mas considerou que a data de 3 de junho apontada pela CGTP é “extemporânea”.
“A greve é sempre uma possibilidade. Nós não excluímos uma greve geral, mas não é este o momento para a greve geral. Pensamos que é uma greve ainda extemporânea”, declarou, acrescentando que a questão será levada aos órgãos da UGT e aos sindicatos.
“Ainda vai correr muita tinta e, provavelmente, dia 3 não é o momento ideal, mas será mais à frente, quando estivermos próximo de o Parlamento ter de votar a proposta. Se calhar aí vai-se justificar mesmo uma greve geral”, disse à jornalista Maria Nobre. Ainda sobre a possibilidade de uma greve, afirmou que “a agenda da UGT não é a agenda da CGTP”.
“Nós pensamos que ainda há um quadro no sentido de negociar propostas e apresentar ao Parlamento”, frisou. “Nós queremos ver a proposta que o Governo vai lá levar”.
As declarações surgiram pouco depois da derradeira reunião na Concertação Social na qual não foi possível alcançar um acordo entre o Governo e as confederações patronais e sindicais.
“A reunião de hoje estava marcada para encerrar o processo. Aliás, a senhora ministra na última reunião que houve, bilateral, convocou esta reunião dizendo que era a última que ia fazer”, afirmou Mário Mourão na entrevista à RTP Notícias.
Na opinião do representante sindical, a reunião serviu “para cumprir calendário”, já que “não houve nada que evoluísse, apesar dos reptos que a senhora ministra foi fazendo à UGT de que poderia apresentar propostas”.
“A UGT já tem todas as propostas em cima da mesa e não mereceram o acordo das partes”, explicou, dizendo que a central sindical “fez todo o esforço necessário para que houvesse um acordo”.
“Gostaríamos que o resultado fosse diferente daquele a que chegámos, mas não foi possível”, acrescentou. “Para haver um acordo tem de haver a vontade das partes, não é uma imposição das partes”.
Mário Mourão afirmou ainda que o Governo “tem as suas traves-mestras, o que é legítimo, agora não queira arrastar a UGT para medidas que são desastrosas para os trabalhadores portugueses”.
No final da reunião desta quarta-feira na Concertação Social, a ministra do Trabalho acusou a UGT de ter sido “absolutamente intransigente” e de não ter cedido “em nenhum ponto”, pelo que “não permitiu as aproximações que eram necessárias para chegarmos ao acordo” que o Governo desejava.
“A greve é sempre uma possibilidade. Nós não excluímos uma greve geral, mas não é este o momento para a greve geral. Pensamos que é uma greve ainda extemporânea”, declarou, acrescentando que a questão será levada aos órgãos da UGT e aos sindicatos.
“Ainda vai correr muita tinta e, provavelmente, dia 3 não é o momento ideal, mas será mais à frente, quando estivermos próximo de o Parlamento ter de votar a proposta. Se calhar aí vai-se justificar mesmo uma greve geral”, disse à jornalista Maria Nobre. Ainda sobre a possibilidade de uma greve, afirmou que “a agenda da UGT não é a agenda da CGTP”.
“Nós pensamos que ainda há um quadro no sentido de negociar propostas e apresentar ao Parlamento”, frisou. “Nós queremos ver a proposta que o Governo vai lá levar”.
As declarações surgiram pouco depois da derradeira reunião na Concertação Social na qual não foi possível alcançar um acordo entre o Governo e as confederações patronais e sindicais.
“A reunião de hoje estava marcada para encerrar o processo. Aliás, a senhora ministra na última reunião que houve, bilateral, convocou esta reunião dizendo que era a última que ia fazer”, afirmou Mário Mourão na entrevista à RTP Notícias.
Na opinião do representante sindical, a reunião serviu “para cumprir calendário”, já que “não houve nada que evoluísse, apesar dos reptos que a senhora ministra foi fazendo à UGT de que poderia apresentar propostas”.
“A UGT já tem todas as propostas em cima da mesa e não mereceram o acordo das partes”, explicou, dizendo que a central sindical “fez todo o esforço necessário para que houvesse um acordo”.
“Gostaríamos que o resultado fosse diferente daquele a que chegámos, mas não foi possível”, acrescentou. “Para haver um acordo tem de haver a vontade das partes, não é uma imposição das partes”.
Mário Mourão afirmou ainda que o Governo “tem as suas traves-mestras, o que é legítimo, agora não queira arrastar a UGT para medidas que são desastrosas para os trabalhadores portugueses”.
No final da reunião desta quarta-feira na Concertação Social, a ministra do Trabalho acusou a UGT de ter sido “absolutamente intransigente” e de não ter cedido “em nenhum ponto”, pelo que “não permitiu as aproximações que eram necessárias para chegarmos ao acordo” que o Governo desejava.