Universidade Católica aponta crescimento elevado do PIB no 2º trimestre mas alerta para menor investimento

Universidade Católica aponta crescimento elevado do PIB no 2º trimestre mas alerta para menor investimento

O Núcleo de Estudos Económicos da Universidade Católica (NECEP) destaca o "crescimento elevado" da economia portuguesa no segundo trimestre, mas alerta para o menor investimento e para o facto de a população ativa ser "o principal motor" do crescimento.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"No caso de Portugal, preocupa a descida do investimento bem como um crescimento genericamente alinhado com a evolução da população ativa, que parece ser o principal motor do crescimento observado nos últimos trimestres", lê-se num comentário do NECEP -- Católica-Lisbon Forecasting Lab à estimativa rápida das contas nacionais do segundo trimestre divulgadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com a estimativa rápida do INE, o Produto Interno Bruto (PIB) registou uma variação homóloga de 2,5% no segundo trimestre de 2026, após um crescimento de 2,4% no trimestre anterior, e uma evolução em cadeia de 0,8%, após 0,1% no trimestre anterior.

Segundo o NECEP, "é de assinalar o crescimento elevado registado, não apenas em Portugal, mas também em Espanha e em torno do Mar Báltico".

"Porém, o fraco crescimento da Alemanha, que passou de 0,4% para 0,2% em cadeia, bem como a sensibilidade do crescimento da zona euro a efeitos estatísticos pontuais de um pequeno país, introduzem alguma cautela na leitura da evolução da economia europeia", acrescenta.

O Católica-Lisbon Forecasting Lab nota ainda que, de acordo com o INE, o crescimento em cadeia do PIB português no segundo trimestre "ocorreu num contexto de diminuição do investimento, compensada por um consumo privado mais intenso face ao primeiro trimestre", sendo que, "considerando o crescimento da população ativa de 0,9%, superior ao do PIB, o dado acaba por ser negativo".

Já para o crescimento homólogo de 2,5%, "os efeitos da procura externa líquida, quer em cadeia, quer em termos homólogos, são significativos, mas de leitura difícil devido às flutuações dos preços da energia, que introduzem volatilidade nos deflatores do comércio externo".

Para o terceiro trimestre de 2026, o NECEP atualizou as previsões de crescimento do PIB português para 2,6% em termos homólogos e 0,7% em cadeia.

Quanto à zona euro, que no segundo trimestre cresceu 0,4% em cadeia (0,0% no trimestre anterior) e 1,0% em termos homólogos (após 0,5% no trimestre precedente), as previsões do NECEP apontam para evoluções de 0,7% em cadeia e 1,4% em termos homólogos.

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