Venda do banco da CGD no Brasil é interessante e garante "valor positivo" diz Paulo Macedo
O presidente executivo da CGD garantiu hoje que o banco nunca está disponível para vender um ativo a qualquer preço, considerando interessante a alienação das ações no Banco Caixa Geral - Brasil à MD Capital, por "um valor positivo".
Paulo Macedo comentava, em conferência de imprensa de apresentação dos resultados do primeiro semestre, a decisão aprovada hoje pelo Conselho de Ministros de a Caixa Geral de Depósitos (CGD) sair do capital da entidade financeira que detém no Brasil, com a venda de 100% das ações.
A resolução do Conselho de Ministros, disse, segue "a proposta da Caixa de selecionar" a MD Capital e é algo que, para a CGD, "é interessante".
Questionado pelos jornalistas sobre o valor da venda, Paulo Macedo disse que o montante só será conhecido no momento da assinatura do negócio. "Até lá não será revelado", respondeu.
Sem especificar o valor, comentou a proposta dizendo que "há uma oferta que tem um valor positivo".
Referindo-se aos desenvolvimentos de hoje, o CEO da CGD disse que o processo conheceu "mais um passo muito importante" e que ainda "serão necessários outros passos" para a venda estar concluída.
O processo "passará por uma assinatura de um contrato, pelas autorizações das entidades oficiais", lembrou, afirmando que hoje foi dado "mais um passo para a concretização" do negócio.
Paulo Macedo referiu-se ao relançamento da venda como um sinal de perseverança do banco público.
"Nunca estamos disponíveis para vender um ativo a qualquer preço", afirmou, dizendo que, se assim não fosse, a CGD já o poderia ter feito no passado.
"Temos uma estratégia e somos perseverantes. Portanto, pode demorar um ano, dois anos, três anos. Se acharmos que a conjuntura não se altera, que os fatores estruturais também não se alteram, seguimos [com um processo]", afirmou.
A venda fez parte do plano do grupo bancário português do ciclo de 2017 a 2020, quando decidiu desinvestir num conjunto de atividades internacionais, mas na altura a alienação não se concretizou.
O processo foi relançado pelo Governo de Luís Montenegro (PSD/CDS-PP) em setembro de 2025, com o objetivo de a CGD vender até 100% -- a totalidade ou parte do capital social -- do Banco Caixa Geral - Brasil.
Em 25 de março deste ano, o executivo selecionou quatro candidatos a passarem à fase seguinte da venda, convidando as empresas Garantia Capital S.A., MD Capital Ltda., Nu Financeira S. A. e Sputnik LLC. a apresentarem propostas indicativas.